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Cinema e imaginários periféricos: No fair play contra o amansamento e o apaziguamento da história. Viva as fabulações dissidentes!

A imagem mostra uma faixa horizontal com fundo azul, atravessada por duas linhas grossas em verde-claro. Nas extremidades, há círculos concêntricos: o centro rosa, seguido por um anel preto e contornado por um círculo vermelho intenso. O design é simétrico e abstrato, lembrando um elemento gráfico decorativo.
Adirley Queiroz

Existem várias formas de realização audiovisual.  Cada pessoa que se propõe uma imersão no mundo do cinema com certeza vai encontrar o seu jeito de fazer. Nestes dias que estaremos juntos não pretendo ensinar um jeito certo de fazer-cinema.  Nem sei ensinar isso e sei lá se isso existe. Não deve existir um modelo, existe, acho, uma caminhada. Estes encontros têm como intuito único discutir o desejo de fazer cinema. Antes da técnica, dos ornogramas e modelos de Trabalho, das ordens do dia, ou do tal “job” vem o desejo de realização, motivado pela experiência individual e única da pessoa que se propõe a fazer um filme. Chamamos aqui de filme não necessariamente o desempenho técnico ou artístico daquilo que foi feito, mas sim o sentimento em relação aquilo que se quer fazer.  O que quero propor como discussão e reflexão nessas conversas que poderemos ter caso você se inscreva é que nunca se pode perder de vista aquilo que realmente motivou o seu desejo pelo filme.  O nome Filme é aqui também pensando de forma transversal, vivo, sem hierarquias em relação a forma de captação: pode ser com celular, pode ser com câmeras de vídeo, pode ser com câmera 2k, 4k, ou sem KK, ou o tanto de k que quiser, pode ser película, ou pode ser nada, ou quase nada: pode ser uma imagem que você tem em sua cabeça e que te motive a resistir. Sim, resistir, porque não vamos perder nosso tempo aqui, o meu e o seu, em reafirmar um mundo onde o corpo, a energia, a mente, a história e os modos de viver dos menos abastados são constantemente amansados, apaziguados e capturados pelas instituições e pelas memórias assépticas e organizativas. Não vamos aqui organizar o pensamento de ninguém, antes, vamos tentar refletir juntos os caminhos possíveis, os caminhos estranhos, impulsionados pelo desejo de realização do cinema.

Oficineiro

Adirley Queiroz

Datas

17 a 19 de setembro

Horário

14h às 17h

Local

CEP - ET de Ceilândia
St. N, Área Especial QNN 14 

Público Alvo

Interessados a partir de 15 anos

Minibio

Adirley Queirós é cineasta, graduado em cinema pela Unb (Universidade de Brasília), morador da cidade satélite de CEILÂNDIA desde o ano de 1978. Militante cultural da cidade, atua em várias frentes no universo do audiovisual e da atividade cultural. É diretor cinematográfico, roteirista, pesquisador cinematográfico, produtor executivo, montador, educador e palestrante. Realizou como diretor e produtor executivo vários filmes para salas de cinema e televisão, dentre eles os consagrados “RAP O CANTO DA CEILÂNDIA”( 2005), “A CIDADE É UMA SÓ?”(2012), “BRANCO SAI PRETO FICA”(2014), “ERA UMA VEZ BRASÍLIA”(2017).