FILMES

Informações sobre filmes do festival

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL LONGAS

Nesta edição, a Mostra Competitiva apresenta sete filmes de longa-metragem e 12 filmes de curta-metragem cujo conjunto permite um olhar amplo e complexo sobre não apenas o cinema, mas também a sociedade brasileira em 2025. Os filmes trafegam por tempos históricos bastante distintos, cruzando séculos da história brasileira, indo do nosso passado mais remoto a propostas de possíveis futuros, tentando encontrar os traços fundamentais da nossa formação enquanto nação, chamando a atenção para suas incompletudes, contradições e injustiças. São filmes que nos chegam de 14 estados diferentes da federação, cobrindo todas as cinco regiões do país, sem haver repetição de estados entre os sete longas nem entre os 12 curtas. Embora isso não fosse um pressuposto curatorial, que essa amplitude de origens geográficas se apresente na seleção final nos ajuda a reforçar o Festival de Brasília com sua posição no centro do país, servindo de plataforma para olhares múltiplos e complementares. Nesse sentido é igualmente relevante notar que os nomes femininos e masculinos se encontram em proporção equilibrada, com múltiplos filmes trazendo ainda perspectivas racializadas nas suas direções, com realizadores indígenas e negros de distintos gêneros ajudando a dar à seleção, nas telas e por trás das câmeras, uma multiplicidade necessária de pontos de vista.

Morte e Vida Madalena

Ficção, 85 min, Ceará, 2025, 12 anos

Dia 13 de setembro (sábado)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

Dia 13 de setembro (sábado)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

Dia 14 de setembro (domingo)
• 16h no Teatro Sesc Sílvio Barbato – SCS

SINOPSE

Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de oito meses e a produção de uma ficção científica B na qual tudo parece dar errado.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Guto Parente
Direção de fotografia: Ivo Lopes Araújo
Direção de arte: Taís Augusto
Figurino: Thaís de Campos
Maquiagem: Elen Barbosa
Trilha sonora: Paulo Gama
Edição de som: Lucas Coelho
Mixagem de som: Paulo Gama
Montagem: Guto Parente & Irmãs Augusto Lima
Assistente de direção: Breno Baptista
Produção: Ticiana Augusto Lima
Produção executiva: Caroline Louise e Ticiana Augusto Lima
Empresa produtora: Tardo Filmes
Coprodução: C.R.I.M e Canal Brasil
Elenco: Noá Bonoba, Nataly Rocha, Tavinho Teixeira, Marcus Curvelo, David Santos, Honório Félix, Jennifer Joingley, Linga Acácio, Rodrigo Fernandes, Souma, Tavares Neto, Lui Fontenele, Armando Praça, Tuan Fernandes, Carlos Francisco e Raul Lôbo

GUTO PARENTE

Guto Parente (Fortaleza, 1983) realizou 18 filmes, incluindo curtas como Flash happy society (2009) e Dizem que os cães veem coisas (2012) e longas como Estrada para Ythaca (2010), Doce amianto (2013), O Clube dos Canibais (2018), Inferninho (2018) e Estranho caminho (2023). Premiado mais de 40 vezes, teve obras exibidas em festivais como Tribeca, San Sebastián, Rotterdam, Locarno, Brasília, Festival do Rio e Tiradentes.

Xingu à margem

Documentário, 97 min, Bahia, 2025, Livre

14 de setembro (domingo)
• 19h45 no Complexo Cultural de Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

14 de setembro (domingo)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

15 de setembro (segunda-feira)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

“O rio Xingu não obedece leis, ele vem restaurando e ressuscitando espíritos contra todo o mal a quem o fez”, profana Dona Raimunda, que, com seu machado de duplo fio, separa o bem do mal. Sua luta revela a dura realidade de segregação enfrentada por ribeirinhos, beiradeiros e indígenas na Volta Grande do Xingu, em Altamira (PA), desde a construção da Hidrelétrica de Belo Monte.

FICHA TÉCNICA

Direção: Wallace Nogueira e Arlete Juruna
Roteiro e montagem: Wallace Nogueira
Direção de fotografia: Arlete Juruna, Kauany Juruna e Wallace Nogueira
Trilha sonora: Johann Brehmer
Mixagem e edição de som: Sound8 Produções
Elenco: Raimunda Silva, João Silva, Arlete Félix Juruna, Kauani Juruna, Manoel Juruna
Maria Félix, Eliete Juruna, Marino Juruna, Marisan Juruna e Alvina Juruna

ARLETE FELIX JURUNA

Arlete Felix Juruna, 48 anos, indígena da Aldeia Paquiçamba (PA), formada pelo Vídeo nas Aldeias, dirigiu Reencontro dos Yudjá (2016) e curtas como A história do antes (2019) e Tá no sangue (2022).

WALLACE NOGUEIRA

Wallace Nogueira, 48, baiano e cineasta formado em filosofia, dirigiu curtas premiados como Menino do Cinco (2012) e Carranca (2014) e o longa documental Álbum de família (2010). Ambos codirigem a série A última volta do Xingu? e o longa Xingu à margem (2025).

Trailer

Quatro Meninas

Ficção, 89 min, Rio de Janeiro, 2025, 14 anos

15 de setembro (segunda-feira)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

Dia 15 de setembro (segunda-feira)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

16 de setembro (terça-feira)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

Em um casarão abandonado, um grupo enfrenta desafios de convivência. As moças negras exploram poder, amor e sonhos de futuro, enquanto as brancas resistem a assumir tarefas domésticas, cuidar de si e reconhecer erros. Quando uma antiga ameaça retorna, todas precisam se unir para sobreviver.

FICHA TÉCNICA

Direção: Karen Suzane
Roteiro: Clara Ferrer
Direção de fotografia: Thais Faria
Direção de arte: Ananias de Caldas
Trilha sonora: Fernando Aranha e Guga Bruno
Edição de som: Bruno Armelin
Montagem: Nina Galanternick e Edt
Elenco: Ágatha Marinho (Tita), Alana Cabral (Muanda), Dhara Lopes (Lena), Maria Ibraim (Francisca), Duda Batsow (Celina), Duda Matte (Guilhermina), Gabi Cardoso (Joana), Giovanna Rispoli (Eugenia), João Vitor (Benjamin), Dani Ornellas (Iaiá Grande),
Raquel Karro (Dona Vivência), Stella Rabello (Madame) e Vicente (Eric Max)

KAREN SUZANE

Karen Suzane é diretora cinematográfica, com projetos que incluem o longa internacional Quatro meninas e a série documental Negro Muro para o GNT. Em 2018, dirigiu o curta A mulher que eu era, vencedor de quatro prêmios. Realizou a websérie DNA Gastronômico e outros seis curtas: Barulho, Vestido de luto, Ciclo, Um vestido para ver a mamãe, O capitalismo matou meus pais e Courage. Também atuou em campanhas publicitárias com Digital Favela e Ogilvy Brasil.

Trailer

Corpo da Paz

Ficção, 76 min, Paraíba, 2025, 16 anos

16 de setembro (terça-feira)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

16 de setembro (terça-feira)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

17 de setembro (quarta-feira)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

Sertão paraibano em plena ditadura civil-militar dos anos 60. O garoto Teobaldo enfrenta o embate entre desejo e repressão no momento em que chega um enigmático pesquisador americano ao Centro de Pesquisas do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS).

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Torquato Joel
Direção de fotografia: Rodolpho de Barros
Direção de arte: Romero Sousa
Trilha sonora: Haley Guimarães
Edição de som: Bruno Alves
Montagem: Diego Benevides
Elenco: Giovanni Sousa, Vinícius Guedes, Alex Oliveira, Fabíola Morais, Rafael Guedes
Pablo Crispim, Jamila Facury e Buda Lira

TORQUATO JOEL

Torquato Joel atua como diretor, roteirista, consultor de projetos e coordenador dos laboratórios de roteiro Lab Jabre e Lab RN. Formado em jornalismo pela UFPB e cinema pela Varan (Paris), dirigiu e roteirizou curtas premiados como O verme na alma (1998), Passadouro (1999), Transubstancial (2003), Gravidade (2006) e Pulmão de pedra (2023). Seu primeiro longa, Ambiente familiar (2018), foi exibido no Projeto Às 7, da Elo Company com o Cinemark.

Trailer

Aqui não entra luz

Documentário, 80 min, Minas Gerais, 2025, Livre

17 de setembro (quarta-feira)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

17 de setembro (quarta-feira)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

18 de setembro (quinta-feira)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

Entre memórias pessoais e pesquisas históricas, uma cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica, percorre o Brasil procurando rastros da escravidão na arquitetura. No caminho, encontra outras mulheres que enfrentam o mesmo legado.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Karol Maia
Direção de fotografia: Camila Izidio e Carol e Rocha
Direção de fotografia adicional: Wilssa Esser
Direção de arte: Maíra Mesquita
Edição de som: Henrique Staino
Montagem: Cesar Gananian e Fer Krajuska
Elenco: Rosarinha, Cristiane Graciano, Mãe Flor, Marcelina Martins, Miriam Mendes e Karol Maia

KAROL MAIA

Karol Maia, cineasta criada no Jardim Helena, periferia de São Paulo, desenvolve um olhar voltado para narrativas negras e periféricas. Seu primeiro longa autoral, Aqui não entra luz, investiga o trabalho doméstico no Brasil. Também dirigiu as séries Helipa – Um autorretrato (Paramount), Mães do Brasil 2 (TV Globo) e Cartas marcadas (Warner Bros./Discovery), entre outros projetos.

Assalto à Brasileira

Ficção, 99 min, São Paulo, 2025, 14 anos

18 de setembro (quinta-feira)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

18 de setembro (quinta-feira)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

19 de setembro (sexta-feira)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

Quando um radialista desempregado é feito refém em um assalto a banco, ele enxerga na situação a oportunidade de retomar seu emprego com um furo jornalístico, mas para isso, vai precisar sobreviver aos criminosos, à incompetência policial e à sua própria ambição.

FICHA TÉCNICA

Direção: José Eduardo Belmonte
Roteiro: LG Bayão
Direção de fotografia: Leslie Montero
Direção de arte: Denise Dourado
Música: Diogo Poças e Leo Mendes
Edição de som: Miriam Biderman e Ricardo Reis
Montagem: Bernardo Pimenta
Elenco: Murilo Benício, Christian Malheiros, Paulo Miklos, Robson Nunes, Matheus Macena, Fernanda de Freitas, Débora Duboc e Hugo Possolo

JOSÉ EDUARDO BELMONTE

José Eduardo Belmonte estreou com Subterrâneos (2003) e em seguida dirigiu A concepção, premiado no Festival de Brasília. Se nada mais der certo (2008) recebeu prêmios no Festival do Rio e em Paris. Também realizou Billi Pig, O gorila e o longa policial Alemão (2014). Assinou a direção geral da série O Hipnotizador (HBO) e dirigiu séries na TV Globo como Alemão e Carcereiros. Entre seus projetos estão Alemão 2, As verdades, O pastor e o guerrilheiro, Quase deserto e Assalto à brasileira.

Futuro Futuro

Ficção, 87 min, Rio Grande do Sul, 2025, 16 anos

19 de setembro (sexta-feira)
• 19h45 no Complexo Cultural Planaltina
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

19 de setembro (sexta-feira)
• 21h no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Exibição com legendagem descritiva e audiodescrição

20 de setembro (sábado)
• 14h30 no Sesc 504 Sul

SINOPSE

Em um futuro próximo, onde inteligência artificial avança enquanto surge uma nova síndrome neurológica, K, um homem de 40 anos sem memória, é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos em uma área pobre de uma cidade chuvosa no Brasil. Ao usar um viciante dispositivo de IA em um curso para a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para encontrar seu lugar no mundo.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Davi Pretto
Produtoras: Paola Wink e Jessica Luz
Direção de fotografia: Leonardo Feliciano
Montagem: Bruno Carboni
Direção de arte: Dayane Paz
Desenho de som e mixagem: Tiago Bello
Música original: Rita Zart e Carlos Ferreira
Técnico de som direto: Tomaz Borges
Caracterização: Juliane Senna
Figurino: Gabriela Güez
Elenco: K (Zé Maria, pescador), Silvio (João Carlos Castanha), Joana (Carlota Joaquina), Antonieta (Clara Choveaux) e Isaac (Higor Campagnaro)

DAVI PRETTO

Davi Pretto (Porto Alegre, 1988) escreveu e dirigiu os longas Castanha (2014), exibido na mostra Fórum do Festival de Berlim e eleito melhor filme na Novos Rumos do Festival do Rio; Rifle (2016), também na Fórum de Berlim, premiado pela crítica e melhor roteiro no Festival de Brasília; Continente (2024), na competição principal do Festival de Sitges e melhor direção na Novos Rumos; e Futuro futuro (2025), na competição Proxima do Festival de Karlovy Vary.

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