Confira os encontros que integram a programação setorial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
O encontro reúne profissionais do audiovisual, representantes do poder público, realizadoras e realizadores e integrantes da sociedade civil para dar continuidade às reflexões e aos encaminhamentos construídos durante o Seminário do Audiovisual realizado pela Câmara Legislativa do DF. A conversa propõe olhar para os próximos passos do setor no DF, celebrando a implementação do Conselho Consultivo do Audiovisual do Distrito Federal (CONCIAVI), uma das decisões construídas no âmbito do Seminário, e refletindo sobre os desafios e perspectivas para o fortalecimento do setor. Em diálogo com diferentes agentes do audiovisual, a mesa busca discutir os caminhos para o aprimoramento das políticas públicas, do fomento, da produção e da participação social na construção do futuro do audiovisual brasiliense.
Júnior Ribeiro – Secretário de Audiovisual da SECEC
Denise Vieira – Realizadora
Marcelo Toledo – ABCV
Daniela Marinho – CONCIAVI
Cyntia Uchôa – Sebrae Nacional / Unidade de Políticas Públicas / Coordenadora da Rede de Cultura e Economia Criativa.
Tiago de Aragão – API
Essa atividade é aberta ao público e não é necessária inscrição. Sala sujeita a lotação.
O lançamento de Ler o vento, filmar o mundo: Pesquisa-mapeamento do cinema das mulheres indígenas no Brasil apresenta a primeira pesquisa-mapeamento dedicada ao cinema feito por mulheres indígenas no país. Concebida pela Rede Katahirine, a pesquisa é uma ferramenta estratégica para compreender os modos de fazer, as necessidades e as expectativas das cineastas e, assim, contribuir para orientar instituições públicas e privadas na formulação e execução de políticas adequadas, pautadas em informações qualificadas sobre o cinema indígena feito por mulheres.
Também será lançada a publicação Diretrizes para um Audiovisual Ético com os Povos Indígenas, elaborada a partir das experiências vividas por mulheres indígenas no campo audiovisual. A publicação reúne orientações para a construção de relações profissionais mais justas, éticas e respeitosas entre cineastas indígenas, instituições, festivais, curadorias, produtoras e equipes não indígenas. Ao compartilhar experiências positivas, situações que não devem se repetir e informações sobre direitos, o Manual busca prevenir práticas discriminatórias, exploratórias e desiguais e estimular parcerias baseadas na escuta, no cuidado, na reciprocidade e no reconhecimento dos modos próprios de fazer e pensar cinema.
A atividade contará com a participação de três realizadoras indígenas da Rede Katahirine — Barbara Matias Kariri, Larissa Ye’padiho Duarte e Moiara Kaxuyana —, além de Mari Corrêa, do Instituto Catitu, Clarisse Alvarenga, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Alvaro Malaguti, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)
Barbara Matias Kariri é multiartista, pesquisadora, roteirista e cineasta do povo Kariri, nascida na comunidade do Marreco, no Ceará. Doutora em Artes pela UFMG, é coordenadora e conselheira da Rede Katahirine. Dirigiu documentários e ficções como Aceso Fogo, Uru’cu, Corpo Memória Submersa, Desterro e Faísca, pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema Ceará Voador, em 2025.
Larissa Ye’padiho Mota Duarte, Larissa Tukano, é cineasta, artista visual, artesã e articuladora do povo Ye’pa Mahsã, originária da comunidade de Taracuá, na Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas. Diretora de Wehsé Darasé – Trabalho da Roça, desenvolve uma produção voltada à memória, à transmissão de conhecimentos e às experiências das mulheres de seu povo. Atua na Rede como articuladora da Rede Katahirine no bioma amazônico.
Moiara Kaxuyana é artista, documentarista, fotógrafa e ativista do povo Kaxuyana. Sua produção articula imagem, texto, migração, ancestralidade e as expressões visuais de seu povo. Em 2025, idealizou a exposição Imenu: Arte Visual Kaxuyana e Tiriyó, apresentada no Memorial dos Povos Indígenas, onde também atua no Educativo Arandu. Integra a Rede Katahirine.
Mari Corrêa é cineasta e fundadora do Instituto Catitu – Aldeia em Cena. Atua como formadora, montadora, produtora e realizadora desde 1988 e iniciou seu trabalho audiovisual com comunidades indígenas em 1992. Foi codiretora do Vídeo nas Aldeias, fundou o Instituto Catitu em 2009 e, em 2022, idealizou a Rede Katahirine. Entre seus filmes estão Floresta, um jardim que a gente cultiva, Quentura, Para onde foram as andorinhas? e Pirinop – Meu Primeiro Contato.
Mediação — Clarisse Alvarenga é professora da Faculdade de Educação da UFMG e pesquisadora das relações entre cinema, antropologia e educação. Desenvolve trabalhos sobre cinema ameríndio e amazônico, arquivos audiovisuais, práticas curatoriais e educação indígena. É diretora dos longas Ô, de casa! e Homem-peixe e autora de Da cena do contato ao inacabamento da história.
Alvaro Malaguti: é gerente de relações institucionais na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), atuando com as comunidades de Cultura e Meio Ambiente no universo de organizações usuárias da RNP.
Fruto da parceria entre a Rede Katahirine, o Cinemas em Redee o Cine Brasília, o lançamento da pesquisa-mapeamento e do Manual de Boas Práticas ocorrerá durante a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizado entre os dias 11 e 19 de setembro de 2026, na capital federal. O lançamento está agendado para 17 de setembro, quinta-feira, às 14h30.
A atividade reedita a parceria do Festival de Brasília com o Cinemas em Rede, rede de colaboração da comunidade de cinemas e exibidores audiovisuais vinculados às organizações usuárias da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Desde 2011, o Cinemas em Rede promove o encontro e a articulação de cinemas e outras iniciativas de exibição realizadas por universidades, institutos de educação profissional, museus, centros de artes e outras organizações usuárias da RNP.
Qualificada como uma Organização Social (OS), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é responsável por planejar e operar infraestruturas de redes avançadas e serviços em TICs para instituições de ciência, tecnologia, pesquisa, educação e cultura. Atualmente possui mais de 500 organizações usuárias, como instituições públicas de ensino superior, de educação profissional e tecnológica (Institutos Federais), empresas públicas de pesquisa, museus, TVs públicas, dentre outras, alcançando assim mais de 1.700 localidades no território nacional. Além destas infraestruturas e serviços, a RNP desenvolve projetos para uso destes recursos e estimular a organização de redes temáticas de colaboração no universo de suas organizações usuárias. O Cinemas em Rede é uma rede de colaboração dos cinemas e exibidores das organizações usuárias da RNP, articulando cinemas de universidades e outros projetos e espaços de exibição pública.
A Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas surge como um espaço coletivo para fortalecer e dar visibilidade à produção audiovisual das mulheres indígenas no Brasil. Um espaço voltado ao protagonismo das mulheres indígenas, à sua agência e ao seu papel político em seus contextos, dentro e fora das aldeias.
Katahirine é uma palavra da língua Manchineri que significa constelação. Assim como o próprio nome sugere, Katahirine expressa a pluralidade, a conexão e a união de mulheres diversas, que se apoiam e promovem a presença das mulheres indígenas no audiovisual brasileiro. Trata-se de uma articulação coletiva na qual é possível discutir e construir um espaço seguro para as narrativas, levando em conta não apenas o corpo coletivo da Rede, mas também a subjetividade de cada participante, como pessoa pensante e atuante em todos os espaços.
“Somos as guardiãs da memória e da oralidade. E a câmera, para nós, é a extensão natural dessa função milenar: registrar, preservar, transmitir. O que nossas avós faziam com a palavra e com o canto, nós fazemos também com a imagem.”
Essa atividade é aberta ao público e não é necessária inscrição. Sala sujeita a lotação.
Um encontro com as|os figurinistas dos longas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A conversa abre espaço para compartilhar os processos que atravessam a criação dos figurinos das obras, passando por pesquisas, referências, escolhas de materiais, cores e texturas, além dos desafios e caminhos encontrados na construção visual dos personagens e das narrativas. Mais do que vestir corpos, o encontro propõe uma reflexão sobre o figurino como linguagem e elemento fundamental da criação cinematográfica, capaz de revelar tempos, territórios, identidades e imaginários no cinema brasileiro contemporâneo.
Figurinistas da Mostra Competitiva de Longas
Bia Salgado
Essa atividade é aberta ao público e não é necessária inscrição. Sala sujeita a lotação da sala online, acesse a sala com o link na bio Instagram
A BRADA – Associação de Diretoras de Arte do Brasil promove um encontro com diretoras e diretores de arte dos longas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A conversa abre espaço para compartilhar os caminhos que atravessam a criação dos universos visuais das obras, passando por referências, pesquisas, escolhas estéticas, processos de trabalho e desafios encontrados ao longo das realizações. Mais do que revelar o que está por trás das imagens, o encontro propõe uma troca sobre a direção de arte como parte fundamental da construção das narrativas e dos imaginários do cinema brasileiro contemporâneo.
Diretores de Arte da Mostra Competitiva de Longas
Maíra Carvalho BRADA – Diretoras de Arte do Brasil
Essa atividade é aberta ao público e não é necessária inscrição. Sala sujeita a lotação da sala online, acesse a sala com o link na bio Instagram.
A partir do conjunto dos filmes exibidos pelo 59º Festival de Brasília em suas distintas seções, membros da crítica presente ao evento discutem tendências e linhas de força que o cinema brasileiro apresentou a partir desse recorte específico, contando com a participação da equipe de curadoria no estabelecimento de um diálogo entre essas especialidades.
Debate com participação de membros da equipe da curadoria e críticos que fazem a cobertura do festival
Eduardo Valente
Essa atividade é aberta ao público e não é necessária inscrição. Sala sujeita a lotação.