Nesta edição, os Filmes de Abertura reúnem obras que colaboram para a construção de um retrato amplo, plural e complexo não só do cinema brasileiro, mas também do Brasil.
São filmes que atravessam diferentes tempos da nossa história, do passado mais remoto a possíveis futuros, e investigam marcas fundamentais da formação do país, colocando em cena suas contradições, lacunas, injustiças e transformações.
A seleção também revela a dimensão nacional do Festival. As obras vêm de diferentes estados, representando as cinco regiões do Brasil. Embora essa diversidade geográfica não tenha sido um critério prévio da curadoria, sua presença logo na abertura reafirma a vocação do Festival de Brasília: estar no centro do país para reunir, amplificar e colocar em diálogo diferentes olhares sobre o Brasil.
Nas telas e fora delas, os Filmes de Abertura apresentam um cinema feito de múltiplos territórios, experiências e perspectivas. Um conjunto que ajuda a compreender a diversidade do audiovisual brasileiro e, ao mesmo tempo, a complexidade do país que ele escolhe olhar.
Ator, pedagogo e músico brasileiro. A última diária marca sua estreia na direção cinematográfica, reunindo sua experiência nas artes cênicas, no audiovisual e na educação em um projeto de caráter ensaístico.
Diretor e artista multidisciplinar, realiza filmes desde 2007 e atuando em diversas etapas da criação audiovisual. Também desenvolve HQs, projetos experimentais e distribui filmes para festivais nacionais e internacionais.
18 de setembro (sexta-feira)
18h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Projetado para simbolizar o luxo em Brasília, o Torre Palace Hotel foi abandonado, ocupado e demolido. Entre arquivos, ruínas e memórias, o edifício ressurge como protagonista de um ensaio sobre cidade, moradia e destruição.
Direção, direção de arte, trilha sonora e produção: Marcelo Pelucio e Felipe Cortes
Roteiro: Marcelo Pelucio
Direção de fotografia: Marcelo Pelucio, Gustavo Serrate e Rafael de Andrade
Elenco: Alex Medrado, Antônia Vilarinho, Elias Rodrigues, Jessica Cardoso, Marcelo Pelucio, Marcus Silveira, Nobu Kahi e Pablo Peixoto
Começou no movimento cineclubista do Rio de Janeiro na década de 1960. Em 1968, realizou o documentário sobre a Revolta da Chibata. Mudou-se para o Chile em 1970 e em 1972 para a França. Em Paris, formou-se em História. Retornou ao Brasil em 1975 e produziu Os anos JK, Jango e Tancredo: a travessia. Em 1981, fundou a Caliban Prod. Cinematográficas, com o documentário O mundo mágico dos Trapalhões. Filmou personalidades como Josué de Castro, Milton Santos e Marighella.
18 de setembro (sexta-feira)
18h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Em 2004, a política nacional de cultura criou o Cultura Viva, maior programa de diversidade cultural do mundo, que alcançou 3500 pontos de cultura no Brasil. Essa experiência foi retratada em Pontos de partida, principalmente nas periferias de SP.
Direção: Silvio Tendler
Roteiro: Silvio Tendler, Renata Villas Boas e Cláudio Kahns
Direção de fotografia: Lúcion Kodato
Produção: Cláudio Kahns
Trilha sonora: Arrigo Barnabé
Supervisão de edição de som: Miriam Biderman
Desenho de som e mixagem: Ricardo Reis (in memoriam)
Edição: Célia Freitas
Assistência de direção: José Jurandir Costa
Som direto: Geraldo Ribeiro
Design: Rico Lins
Finalização de imagem: Icosaedro
Produtora: Tatu Filmes