MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – LONGAS-METRAGENS

Nesta edição, os Filmes de Abertura reúnem obras que colaboram para a construção de um retrato amplo, plural e complexo não só do cinema brasileiro, mas também do Brasil.

São filmes que atravessam diferentes tempos da nossa história, do passado mais remoto a possíveis futuros, e investigam marcas fundamentais da formação do país, colocando em cena suas contradições, lacunas, injustiças e transformações.

A seleção também revela a dimensão nacional do Festival. As obras vêm de diferentes estados, representando as cinco regiões do Brasil. Embora essa diversidade geográfica não tenha sido um critério prévio da curadoria, sua presença logo na abertura reafirma a vocação do Festival de Brasília: estar no centro do país para reunir, amplificar e colocar em diálogo diferentes olhares sobre o Brasil.

Nas telas e fora delas, os Filmes de Abertura apresentam um cinema feito de múltiplos territórios, experiências e perspectivas. Um conjunto que ajuda a compreender a diversidade do audiovisual brasileiro e, ao mesmo tempo, a complexidade do país que ele escolhe olhar.

Fernanda Salgado

Cineasta e pesquisadora de Belo Horizonte, Fernanda Salgado atualmente desbrava os invernos rigorosos de Montreal, no Canadá, durante seu doutorado em cinema de animação. Uma Berlinale Talents e cofundadora do Apiário Estudio Criativo, ela trabalha como roteirista, produtora e diretora desde 2005. Entusiasta de processos experimentais, é apaixonada por histórias e pela arte de contá-las.

Ana, en passant

Animação, 90 min, Minas Gerais, 2026, 12 anos

EXIBIÇÃO

12 de setembro (sábado)
21h no Cine Brasília
13 de setembro (domingo)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Depois da morte da avó, Ana se vê à deriva. Seguindo as pistas deixadas pela falecida, Ana chega a Belo Horizonte e encontra Alice. Ao decifrar da cartografia da cidade e das memórias, Ana e Alice desvendarão o que significa se tornar quem são.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Fernanda Salgado
Direção de arte: Marcella Tamayo
Montagem: Paula Santos
Produção: Fernanda Salgado, Victor Dias, Diogo Carvalho, Nuno Beato, Emmanuel Quillet e Martine Vidalenc
Direção de fotografia: Safira Moreira
Direção de animação: Camila Kater
Trilha sonora: Metá Metá (Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França)
Desenho de som: Vitor Coroa
Mixagem: Vitor Moraes
Elenco: Jéssica Pierina, Zezé Motta, Carlos Francisco

Daniel Nolasco

Bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense e em História pela Universidade Federal de Goiás, Daniel Nolasco escreveu e dirigiu mais de 10 curtas-metragens, exibidos e premiados em vários festivais nacionais e internacionais, como O cavalo de Pedro (2023), Sr. Raposo (2019), Netuno (2018), Tatame (2016), entre outros. Dirigiu e roteirizou os documentários Paulistas (2017), Mr. Leather (2019) e as ficções Vento seco (2020) e Apenas coisas boas (2025).

Pequenas tragédias

Híbrido, 119 min, Goiás, 2026, 18 anos

EXIBIÇÃO

13 de setembro (domingo)
21h no Cine Brasília
14 de setembro (segunda-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Em 2011, Daniel se mudou da pequena cidade onde nasceu para o Rio de Janeiro. Era o primeiro de um grupo de amigos queers que deixava a cidade. Hoje, nenhum deles mora mais lá. A cidade é Catalão, um lugar que todos dizem ser bom demais para viver.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Daniel Nolasco
Direção de arte: Roberta Brasil
Montagem: Luciano Carneiro
Produção: Cecília Brito e Daniel Nolasco
Direção de fotografia: Felipe Quintelas
Desenho de som: Guile Martins
Mixagem: Jesse Marmo
Elenco: Guilherme Théo, Geovaldo Souza, Lucas Drummond, Aivan, Marcelo Camargo, Ronaldo Martins, Karvalio, Serge Bear, João Bennett, Cecília Brito, Dudu Soares, Álvaro Sobral, Del Neto, Felipe Oliveira, Helder Amorim

Marcos Guttmann

Com 30 anos de carreira, o portfólio do diretor Marcos Guttmann inclui o longa Maresia (melhor direção, Cine Ceará), o documentário Guignard: mundo sem chão e quatro curtas premiados, exibidos nos festivais de Montreal, Rotterdam, Locarno e Clermont-Ferrand, além de séries para TV para canais como SporTV, Curta! e Arte1. Trabalhou com os atores Júlio Andrade, Vera Holtz e Daniel de Oliveira. Em 2026, lança Tudo é tempo e finaliza Viver de vento, inspirado na biografia de Lars Grael.

Tudo é tempo

Documentário, 85 min, Rio de Janeiro, 2026, livre

EXIBIÇÃO

14 de setembro (segunda-feira)
21h no Cine Brasília
15 de setembro (terça-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

O filme acompanha quatro brasileiros entre 2002 e 2022, registrando o arco de suas vidas ao longo de duas décadas tendo como pano de fundo as três eleições de Lula como presidente do Brasil. Os personagens têm apenas uma característica em comum: todos votam na mesma seção eleitoral. Com o passar dos anos, o tempo surgiu como o principal tema do filme, reorganizando prioridades, aprofundando contradições e alterando, silenciosamente, a forma como enxergamos o mundo e a nós mesmos.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Marcos Guttmann
Direção de fotografia: Maritza Caneca e Markão Oliveira
Trilha sonora: Jefferson Plácido
Edição de som: Vinicius Leal e Jesse Marmo
Montagem: Arthur Frazão

Ary Rosa e Glenda Nicácio

vivem no Recôncavo baiano, onde fundaram a produtora independente Rosza Filmes (2011). Juntos, dirigiram os longas-metragens de ficção Café com canela (2017), Ilha (2018), Até o fim (2020), Voltei (2021), Mugunzá (2022), Na rédea curta (2022) e Quem tem com o que me pague, não me deve nada (2026). Suas obras investigam a tensão entre o íntimo e o político, conectando o território, os encontros e a fabulação negra.

Todo o sentimento

Ficção, 86 min, Bahia, 2026, 18 anos

EXIBIÇÃO

15 de setembro (terça-feira)
21h no Cine Brasília
16 de setembro (quarta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Em um Brasil distópico, o cineasta Henrique vive isolado. A chegada do jovem Gustavo o força a encarar o passado. Entre o desejo e a desconfiança, eles buscam o impossível: um lugar seguro para o afeto em meio ao colapso do país.

FICHA TÉCNICA

Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio
Roteiro: Ary Rosa
Direção de fotografia: Augusto Bortolini, Poliana Costa e Thacle de Souza
Direção de arte: Glenda Nicácio
Desenho de som: Carlos Henrique de Souza
Mixagem: Napoleão Cunha
Trilha sonora: Moreira e Hiran
Montagem: Renan Bozelli

Gustavo Vinagre

Roteirista e diretor, formado pela USP e pela EICTV (Cuba), Gustavo Vinagre é autor de 14 curtas e 10 longas-metragens que receberam mais de 100 prêmios nacionais e internacionais. Suas principais obras incluem A rosa azul de Novalis e Vil, má, ambos selecionados para a Berlinale. Seu longa Três tigres tristes venceu o Teddy Award de melhor filme no Festival de Berlim 2022. Gustavo foi artista residente na renomada MacDowell Colony e selecionado para a bolsa DAAD Artists-in-Berlin.

Gurcius Gewdner

Roteirista, montador, produtor e diretor, Gurcius Gewdner começou a carreira com seu grupo escatológico-dadaísta anti-música Os Legais. Entre dúzias de curtas e longas, destacam-se Pazucus: a ilha do desarrego (2017) e Mamilos em chamas (2008). Gurcius é uma figura central na produtora gore Canibal Filmes e colaborou com cineastas proeminentes como Ivan Cardoso, Petter Baiestorf, Ligia Marina e Gustavo Vinagre. Seus trabalhos foram exibidos em festivais como Sitges, Roterdã e Karlovy Vary.

Privadas de suas vidas

Ficção, 101 min, São Paulo, 2026, 14 anos

EXIBIÇÃO

16 de setembro (quarta-feira)
21h no Cine Brasília
17 de setembro (quinta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Malu está à beira de um colapso devido ao peso de traumas passados ​​e de um filho rebelde. Quando uma estranha maldição transforma vasos sanitários em monstros mortais, ela é lançada em um pesadelo surreal onde a maternidade, o luto e o terror existencial não podem simplesmente ser descartados.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner
Produção: Rodrigo Teixeira, Berta Marchiori e Tereza Alvarez
Produção executiva: Rodrigo Carneiro e Marcela Bittencourt
Direção de fotografia: Daniel Venosa
Montagem: Rodrigo Carneiro
Trilha sonora: Arthur Joly
Direção de arte: Juliana Lobo
Desenho de som: Ruben Valdes e Henrique Chiurciu
Edição de som e mixagem: Daniel Turini e Fernando Henna
Elenco: Martha Nowill Benjamín, Otávio Muller, Chandelly Braz, Marco Pigossi, Regina Braga, Olivia Torres

André Novais Oliveira

Nascido em 1984 e sócio da produtora Filmes de Plástico, André Novais Oliveira dirigiu os longas-metragens Ela volta na quinta, Temporada e O dia que te conheci, todos entre os mais premiados do cinema brasileiro em anos recentes. Teve obras selecionadas para festivais renomados como Cannes, Berlim, Locarno, New Directors/New Films, AFI, Bafici, Durban, Jeonju, Brasília, Rio e Gramado, entre outros. Se eu fosse vivo… vivia é seu quarto longa-metragem.

Se eu fosse vivo... vivia

Ficção, 101 min, Minas Gerais, 2026, 12 anos

EXIBIÇÃO

17 de setembro (quinta-feira)
21h no Cine Brasília
18 de setembro (sexta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Contagem, anos 1970, lar de um casal apaixonado. Gilberto pede o perdão de Jacira pouco antes de um encontro inesperado mudar o rumo de suas vidas. Cinquenta anos depois, Gilberto e Jacira estão juntos há quase cinco décadas. Casal carismático e gentil, na casa dos 70 anos, eles levam uma vida feliz apesar dos problemas de saúde que acompanham a idade, compartilhando quase todas as atividades do dia a dia lado a lado. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar eventos perturbadores — numa espiral pelo tempo e pelo espaço — que o conduzem rumo ao desconhecido.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: André Novais Oliveira
Direção de fotografia: Leonor Teles
Direção de arte: Diogo Hayashi
Trilha sonora: Metá Metá (Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França)
Edição de som: Pablo Lamar
Montagem: Gabriel Martins e André Novais Oliveira
Mixagem: Ariel Henrique
Produção: Thiago Macêdo Correia
Elenco: Conceição Evaristo, Norberto Novais Oliveira, Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo

Denise Vieira

Cineasta e arquiteta, Denise Vieira integra desde 2010 o Coletivo de Cinema em Ceilândia. Seu curta Meio fio foi premiado no 47º Festival de Brasília (melhor fotografia) e no 4º Curta Brasília (melhor roteiro). Como diretora de arte, recebeu Troféu Candango no 47º e no 55º Festival de Brasília por seu trabalho em Branco sai, preto fica (Adirley Queirós) e Mato seco em chamas (Adirley Queirós e Joana Pimenta). Sabes de mim, agora esqueça é seu primeiro longa como diretora e roteirista, premiado no 37 FID Marseille.

Sabes de mim, agora esqueça

Ficção, 96 min, 2026, 18 anos

EXIBIÇÃO

18 de setembro (sexta-feira)
21h no Cine Brasília
19 de setembro (sábado)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Rubia estava em fuga quando o comboio em que viajava quebrou. Resgatada por Margô, dona de um dos poucos cabarés de Ceilândia que sobrevive à repressão dos Lanternas, Rubia descobre um segredo guardado por séculos, no fundo de um corredor.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Denise Vieira
Direção de fotografia: Victor de Melo
Direção de arte: Sara Nodah
Trilha sonora: Piero Bianchi
Montagem: Frederico Benevides
Produção: Denise Vieira e Maria Tereza Urias
Desenho de som e mixagem: Lucas Coelho
Elenco: Pietra Sousa, Cida Souza, Aysha Layon, Erica Mailane, Tainá Cary, Sanara Medeiros, Laura Ferreira, Jirlene Pascoal, Denize Passos, Ag Silva, José Wilker, Nei Cirqueira, Elder de Paula, Cássio Lessa, Rômulo Augusto, Albert Morris, Ricardo Brunetto

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