MOSTRA COMPETITIVA CURTAS-METRAGENS

Nesta edição, os Filmes de Abertura reúnem obras que colaboram para a construção de um retrato amplo, plural e complexo não só do cinema brasileiro, mas também do Brasil.

São filmes que atravessam diferentes tempos da nossa história, do passado mais remoto a possíveis futuros, e investigam marcas fundamentais da formação do país, colocando em cena suas contradições, lacunas, injustiças e transformações.

A seleção também revela a dimensão nacional do Festival. As obras vêm de diferentes estados, representando as cinco regiões do Brasil. Embora essa diversidade geográfica não tenha sido um critério prévio da curadoria, sua presença logo na abertura reafirma a vocação do Festival de Brasília: estar no centro do país para reunir, amplificar e colocar em diálogo diferentes olhares sobre o Brasil.

Nas telas e fora delas, os Filmes de Abertura apresentam um cinema feito de múltiplos territórios, experiências e perspectivas. Um conjunto que ajuda a compreender a diversidade do audiovisual brasileiro e, ao mesmo tempo, a complexidade do país que ele escolhe olhar.

Alexandre Américo

Negro, caiçara, neurodivergente e LGBT+, Alexandre Américo é artista e pesquisador da dança. Doutorando em Educação, Mestre em Artes Cênicas e Licenciado em Dança pela UFRN, investiga arte contemporânea a partir da diferença, em pesquisas performativas, improvisação e dramaturgias contra-coloniais. Dedica-se também à Cripstemologia (teoria aleijada) junto a artistas DEFs da periferia de Natal-RN, onde fundou a TORTA plataforma de arte expandida. Colabora com o Portal Mud (SP) e Farofa Crítica (RN).

Pedro Vitor

Artista multimídia DEF/TEA, graduado em Audiovisual pela UFRN. É fundador da Torta Plataforma de Arte Expandida, onde desenvolve trabalhos de roteiro, direção e dramaturgia entre o cinema, a dança e o teatro. Pensa a cultura a partir de coletividades CRIP em territórios urbanos vulnerabilizados, articulando experimentação estética e perspectivas anticapacitistas.

Mariposa

Experimental, 14 min, Rio Grande do Norte, 2026, livre

EXIBIÇÃO

12 de setembro (sábado)
21h no Cine Brasília
13 de setembro (domingo)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Nas dunas de Santa Rita, onde o vento desenha o tempo, Dona Zefa e Oliveira habitam um território onde memória, rito e paisagem se confundem. Entre o silêncio e o barro, suas existências se tensionam em uma batalha a ferro e fogo, movidas pelo desejo.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Alexandre Américo e Pedro Vitor
Produção executiva: Anthony Rodrigues
Direção de fotografia: Zuma Link
Direção de arte: Bárbara Freire
Edição e montagem: Zuma
Desenho de som e mixagem: Gabriel Gianni
Trilha sonora: Tinoc
Elenco: Alexandre Américo e Mãe Bianca de Omolú, Ana Ojuara, Bruno Borges, Júlia Vasques, Margoth Lima e Sabrina Luz
Produtora: Torta Plataforma

Aída da Costa

Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Ceará. Atua no audiovisual desde 2017, inicialmente como produtora de catering em filmes como Manas e O Agente Secreto. Desde 2024, dedica-se ao roteiro, direção e produção. Dirigiu os curtas Vejo você de repente (2026) e É tudo culpa minha (2026), contemplado pelo Projeto Porto MIS CinéFabrique de Lyon (França).

Vejo você de repente

Documentário, 12 min, Ceará, 2026, 10 anos

EXIBIÇÃO

12 de setembro (sábado)
21h no Cine Brasília
13 de setembro (domingo)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Da Costa, artista plástico cearense, sem aviso prévio, decide não continuar. Quase três décadas mais tarde, sua filha recorre a poucas pistas para visitar o fantasma do pai.

FICHA TÉCNICA

Direção, roteiro e produção: Aída da Costa
Direção de fotografia: Luciana Magno
Direção de arte: Aída da Costa e Gabrielle Neara
Trilha sonora: Fernando Catatau
Edição de som: Caroline Meg, Bianca Ellen
Montagem: Luciana Magno, Aída da Costa
Desenho de som: Bianca Ellen Bugzinha
Animadores: Rodrigo do Viveiro, Laila Borges, Maryn Marynho, Gabrielle Neara, Ricco Sales, Aída da Costa e Will
Elenco: Aída da Costa, Ana Rosa de Sousa, Helena Sousa
Produtora: Escola Pública de Audiovisual

Nicolau

Roteirista, diretor e produtor. Trabalha com um cinema queer e sensorial ligado a práticas fotoquímicas. Dirigiu e roteirizou Descamar (2024) e Paredes clandestinas (2019). Realiza a pós-produção do curta Encravado e desenvolve seu primeiro longa, Depois da dor, em 16mm.

Gastronomia do olho

Experimental, 9 min, Distrito Federal, 2026, livre

EXIBIÇÃO

13 de setembro (domingo)
21h no Cine Brasília
14 de setembro (segunda-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura – Liberty Mall

SINOPSE

Enquanto deambulam por São Paulo, dois atores conversam sobre vida, morte e teatro, até que a caminhada se confunde com o ensaio e eles se tornam Bibelot e Aurora, personagens de Os sete gatinhos, horas antes de entrar em cena no Teatro Oficina.

FICHA TÉCNICA

Direção e argumento: Nicolau
Direção de fotografia: Gabriel Lucena
Produção: Nicolau e Túlio Starling
Mixagem: Bernardo Coqueiro
Montagem: Henfil
Técnico de som: Enrico Porro
Elenco: Victor Rosa e Marina Wisnik
Produtora: Relatar-se

Catapreta

Filho de Kavungo, tentando entender de tudo um pouco, quis ser cineastro, músico, formador de opinião de rede social, mas acabou fazendo das artes flácidas e do cinema a extensão de seu incômodo. Já foi servente de pedreiro e hoje é pedreiro de pixel. Tira onda na favela, viaja para gringa exibindo seus filmes, fala sobre os caboclos, os muros sem reboco e a diáspora negra. Enfeita o vocabulário, se esforça, mas continua confuso quando fala de si. Graduado em Cinema pela UFMG. Ponto?

Fundura

Ficção, 23 min, Minas Gerais, 2026, 12 anos

EXIBIÇÃO

14 de setembro (segunda-feira)
21h no Cine Brasília
15 de setembro (terça-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Um filho desgarrado é salvo por uma força ancestral que julgava ter deixado para trás.

FICHA TÉCNICA

Direção, roteiro, produção, arte e animação: Catapreta
Trilha sonora: Camilo Gan e Ajítẹnà Marco Scarassatti
Direção sonora: Daniel Nunes (Ruído Bom – Soluções Sonoras)
Vozes e atuação: Zora Santos, Catapreta e Terreiro Pai Guiné
Produtora: Imã de Mamão Filmes

Alessandra Gama

Estreou na direção com Exotismos (2024), exibido no 33º Curta Cinema, no 45º Durban International Film Festival (DIFF) e premiado em festivais nacionais e internacionais. Em 2025, lança Cidão e desenvolve seu primeiro longa-metragem de ficção, Tarifárium. É doutora em Performances Culturais (UFG), bacharelanda em Cinema e Audiovisual (UEG), sócia-diretora da Zariah Films em Goiânia (GO) e associada à APAN.

Cidão

Documentário, 15 min, Goiás, 2026, livre

EXIBIÇÃO

14 de setembro (segunda-feira)
21h no Cine Brasília
15 de setembro (terça-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Décadas após a morte do pai, uma filha transforma arquivos familiares, memórias fragmentadas e fabulações em um filme que atravessa o luto tardio e reinventa a presença de quem sobrevive apenas em vestígios.

FICHA TÉCNICA

Direção: Alessandra Gama
Roteiro: Muriel Alves e Alessandra Gama
Direção de fotografia e operação de câmera: Alile Dara
Direção de arte: Isis Dias
Produção executiva: Marcus Vinicius Diniz e Alessandra Gama
Edição e mixagem de som: Thais Oliveira e Gabriel Calaca
Montagem: Victória Nolasco
Produtora: Zariah Films

Aline Gutierres

Diretora, roteirista e diretora de arte. Com pesquisa e interesse pelo cinema de gênero, seu curta-metragem de estreia, Noz pecã, teve estreia no Fantaspoa e passou por festivais como Curta Cinema e o Festival de Gramado. Sócia e diretora da produtora Balde de Tinta Filmes, atualmente distribui seu segundo curta-metragem, Descarrilho.

Descarrilho

Ficção, 12 min, Rio Grande do Sul, 2026, livre

EXIBIÇÃO

15 de setembro (terça-feira)
21h no Cine Brasília
16 de setembro (quarta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Renata existe a partir do olhar do outro. Sua rotina é atravessada pela culpa, que invade a paisagem surreal de seus pensamentos e revela uma estranha obsessão.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Aline Gutierres
Direção de fotografia: Lívia Pasqual
Direção de arte: Elena Sassi e Elisa Sassi
Produção executiva: Márcio Picoli
Elenco: Jéssica Teixeira, Victor Di Marco e Carlos Azevedo
Produtora: Balde de Tinta Filmes

Daniel Rone

Rapper, ator, roteirista e ativista da cultura periférica no interior de São Paulo. Faz sua estreia na direção com o curta Cana.

Guilherme Xavier Ribeiro

Diretor, roteirista e produtor pela Oeste Cinema. Juntos, Guilherme e Daniel foram vencedores do Prêmio Canal Brasil de Curtas, finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e selecionados para o Festival Internacional de Curtas de Clermont-Ferrand com o filme Ainda restarão robôs nas ruas do interior profundo.

Cana

Ficção, 15 min, São Paulo, 2026, 12 anos

EXIBIÇÃO

15 de setembro (terça-feira)
21h no Cine Brasília
16 de setembro (quarta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Dois jovens periféricos conduzem uma caminhonete gigante por uma rodovia cercada de cana, enquanto lidam com seus desejos e receios do que possa acontecer no caminho.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e direção: Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
Direção de fotografia: Anderson Craveiro
Direção de arte: Beatriz Xavier
Produção executiva: Guilherme Peraro, Guilherme Xavier Ribeiro, Luca Cabriolu e Olivier Chantriaux
Edição de som: Ana Paula Bonafé, Isadora Maria Torres e Léo Bortolin
Mixagem: Ariel Henrique
Montagem: Guilherme Xavier Ribeiro
Figurino: Ariadne da Cruz
Elenco: Gerin Black e Silas Pinheiro
Produtoras: Oeste Cinema, Kinopus e Filmo 2

Diego Maia

Natural de Fortaleza, Diego Maia (1983) trabalha há mais de 20 anos para os mercados de cinema, game e animação. Investiga interseções entre pintura, animação e música, trazendo símbolos da cultura local e referência aos litorais e às periferias, além de fabular universos oníricos ou próximos à ficção de jogos. Diretor dos curtas de animação Barra Nova e Lagoa do Abandono, selecionado no festival de Annecy 2026.

Lagoa do Abandono

Animação, 10 min, Ceará, 2026, livre

EXIBIÇÃO

16 de setembro (quarta-feira)
21h no Cine Brasília
17 de setembro (quinta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Em 2040, na degradada Lagoa de Messejana, um casal de garças luta para encontrar um lugar para construir um ninho, enquanto a aproximação de trabalhadores e máquinas se torna uma ameaça crescente.

FICHA TÉCNICA

Direção: Diego Maia
Roteiro: Diego Maia e Natália Parente
Produção executiva: Caroline Louise, Natália Parente e Diego Maia
Trilha sonora: Marta Aurélia, Éden Barbosa e João Victor Barroso
Desenho de som e mixagem: Lucas Coelho
Produtora: Barra Nova

Leviathan

Drag queen, cineasta, produtora cultural e atriz formada pela Escola Técnica de Artes da UFAL. Fundou o Coletivo Umbral em 2019, voltado a reviver a contracultura clubber dos anos 90. É integrante do Ateliê Xica Manicongo de Cinema, projeto de formação e criação para pessoas trans e travestis em Alagoas. Como profissional do audiovisual, transita entre os departamentos de arte/figurino e montagem. Futuro Decadance marca sua estreia como diretora e roteirista.

Futuro Decadance

Documentário, 21 min, Alagoas, 2026, 16 anos

EXIBIÇÃO

16 de setembro (quarta-feira)
21h no Cine Brasília
17 de setembro (quinta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

A Viajante está atrasada para o grande encontro; um ingresso é a única maneira de chegar ao destino final. Percorrendo um caminho que leva ao passado, ela retorna às noites quentes que marcaram a cidade de Maceió na década de 1990.

FICHA TÉCNICA

Direção, roteiro e montagem: Leviathan
Direção de fotografia: Amanda Môa
Direção de arte: Bela Magalhães, Perigou e Leviathan
Produção: Marina Bonifácio e Leviathan
Trilha sonora: IDLibra
Elenco: DJ Bacana, Bárbara Nagman e Seven Colby
Produtora: Maremoto Filmes

Wera Poty

Wera Poty, ou Clenilson Acosta, é cineasta Mbya Guarani e vive na aldeia Tekoa Mirim, Praia Grande (SP). Divide o tempo entre os rituais na casa de reza, as reuniões da aldeia e as gravações com sua comunidade. Gosta tanto de guiar as entrevistas com as lideranças e os mais velhos de seu povo quanto de se colocar na frente da câmera e atuar. Para ele, contar as histórias dos Mbya Guarani e mostrar o cotidiano de sua aldeia é uma forma de resistência e construção do futuro.

Tiró e a Onça

Híbrido, 21 min, São Paulo, 2026, livre

EXIBIÇÃO

17 de setembro (quinta-feira)
21h no Cine Brasília
18 de setembro (sexta-feira)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Tiró, ancião indígena do povo Mbya Guarani, relembra uma história de sua juventude: um encontro inesperado com uma onça. Anos depois, os moradores da aldeia Tekoa Mirim (Praia Grande, SP) decidem recriar esse acontecimento.

FICHA TÉCNICA

Direção: Wera Poty
Direção de fotografia: Edgar Bueno
Produção: Mariana Baumgaertner
Edição de som: Fábio Costa Menezes e Pedro Biava
Montagem: Pedro Biava e Wera Poty
Filmagem e captação de som: Caio Benites, Cristiano Acosta, Edgar Bueno, Edy Karai Souza, Elaine Kerexu, Elen da Silva Souza, Elenilson Benites, Hamilton Karai, Paulo Karai, Tataendy Yapuá, Pedro Biava e Txaka Retsaka
Elenco: Tiró, Wera Poty, Onça Xamõi, Edson Verá Poty, Genézio Gonçalves, Cristiano Acosta, Paulo Karai, Tataendy Yapuá, Hamilton Karai, Márcia de Oliveira, Sabrina Santos Duarte, Bruno Duarte, Caio Benites e Edy Karai Souza
Produtora: Travessia Filmes

Rafael Rogante

Formado em Cinema e Teatro. Ao longo da carreira trabalhou e produziu diversos trabalhos. Destacam-se o curta-metragem Ela mora logo ali, vencedor de mais de 50 prêmios no Brasil, entre eles três kikitos no 51º Festival de Gramado: roteiro, atriz e filme pelo júri popular, além dos recentes Maior que a casa toda, Mucura, Vaga e dos longas-metragens Caramelo, da Netflix, e Bom Futuro, em pós-produção.

Poronga

Ficção, 15 min, Rondônia, 2026, 16 anos

EXIBIÇÃO

18 de setembro (sexta-feira)
21h no Cine Brasília
19 de setembro (sábado)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

Em meio à opressão da floresta amazônica, dois seringueiros lutam para sobreviver.

FICHA TÉCNICA

Direção, roteiro e montagem: Rafael Rogante
Direção de fotografia: Neto Cavalcanti
Direção de arte: Osmar Scarpatti
Produção executiva: Artur Nestor, João Leão e Rafael Rogante
Trilha sonora e mixagem de som: Anderson Benvindo
Cinegrafista: André Luiz
Elenco: José Valdomiro, Artur Nestor e Jon Santana
Produtora: Conexão Norte

Cíntia Lima

Cineasta e atriz pernambucana, trabalha com audiovisual desde 2012. Dirigiu os documentários Eu sou raiz (2021) e Rei da Ciranda Pesada (2023), focados nas expressões culturais populares. É produtora da Olar Filmes, dedicada ao cinema latino-americano. Concilia seus trabalhos autorais com a carreira de diretora de arte e curadora.

Banho de choque

Ficção, 20 min, Pernambuco, 2026, 12 anos

EXIBIÇÃO

18 de setembro (sexta-feira)
21h no Cine Brasília
19 de setembro (sábado)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall

SINOPSE

De volta ao interior após anos distante, Lélia (50) tenta reorganizar a vida ao lado da família e de antigas amigas. Após um mergulho na barragem, visões passam a borrar passado e futuro, transformando antigos desejos em algo inadiável.

FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Cíntia Lima
Direção de fotografia: Rafael Amorim
Direção de arte: Daniel Veras
Produção executiva: Keyse Menezes e Olar Filmes
Trilha sonora: Alison Santos, Cíntia Lima e Josy Caldas
Captação e desenho de som: Alison Santos
Montagem: Ivich
Figurino: Oluyiá França e Ray Layssa
Elenco: Gheuza, Lalá Vieira, Jailson Silva, Helena Tenderini, Vera Baroni e MC Negrita
Produtora: Lílian de Alcantara

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