Considerado um dos grandes roteirista e contador de histórias do cinema brasileiro, Fernando Coni Campos tem uma trajetória singular no cinema brasileiro. Poeta, formado em artes plásticas, optou pelo cinema como síntese dessas duas linguagens: a literatura e o desenho. Realizou filmes de curta e longa metragem. Foi premiado no Festival de Locarno (1968) por Viagem ao fim do mundo. Em 1977, realizou Ladrões de cinema. E em 1983, dirigiu O mágico e o delegado, premiado no 16º Festival de Brasília (1983) como melhor filme longa-metragem.
11 de setembro (sexta-feira)
19h30 no Cine Brasília
A planificação da cidade, ligando sua arquitetura à sua topografia e as razões que lhe permitem possuir um tráfego normal e contínuo, suprimindo os problemas de circulação de todas as grandes cidades. Detalhes das construções destinadas ao Governo, às residências e ao comércio.
Direção: Fernando Coni Campos
Roteiro: Fernando Coni Campos e Maria Elisa Costa
Direção de fotografia: Leonardo Bartucci
Edição de som: Salatiel Coelho
Montagem: Luiz Elias
Animação: Marcello G. Tassara
Produtoras: INCE e Três Tempos Filmes Ltda
Foi cineasta, documentarista e professor, nascido em Itabaiana, na Paraíba. Ligado à geração do Cinema Novo, estabeleceu-se em Brasília no fim dos anos 1960, onde desenvolveu grande parte de sua carreira e lecionou na Universidade de Brasília. Sua obra é marcada pelo interesse pela memória social, pelos conflitos políticos e pelas transformações do país. Entre seus principais filmes estão O País de São Saruê (1971), Conterrâneos velhos de guerra (1991), Barra 68 (2000) e Rock Brasília – era de ouro (2011). É considerado um dos grandes nomes do documentário brasileiro.
Foi artista, impressor e professor norte-americano, reconhecido por seu pioneirismo no uso criativo da impressão offset como linguagem artística. Proprietário da Falcon Press, na Filadélfia, dedicou-se à experimentação de técnicas de pré-impressão e litho-offset, explorando as possibilidades expressivas dos processos gráficos. Professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade da Pensilvânia, tornou-se uma referência para uma geração de artistas e designers. Em 1957, conheceu o brasileiro Aloísio Magalhães, com quem desenvolveu uma importante parceria artística. Juntos, produziram Doorway to Portuguese (1957) e Doorway to Brasília (1959), este último resultado da viagem de Feldman ao Brasil para fotografar a nova capital. Feldman morreu em 1975, deixando uma obra marcada pelo experimentalismo e pela investigação das relações entre fotografia, impressão e cultura visual.
12 de setembro (sábado)
11h no Cine Brasília
14 de setembro (segunda-feira)
15h na sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
O filme utiliza o material documental filmado pelo designer americano Eugene Feldman em visita à Brasília na época de sua construção. As imagens são acompanhadas de depoimentos do designer Athos Bulcão e do operário candango Perseguini sobre as condições de vida dos candangos e a precariedade da segurança dos trabalhadores em razão do ritmo acelerado das obras.
Direção: Vladimir Carvalho e Eugene Feldman
Direção de fotografia: Eugene Feldman
Veio para o Brasil por conta do golpe militar de Pinochet no Chile. Fez assistência de direção para Bruno Barreto em Dona Flor e seus dois maridos e para Ruy Guerra em A queda. Em 1977, escreveu o primeiro de muitos roteiros: Lúcio Flávio – O passageiro da agonia, de Hector Babenco. Também dirigiu filmes como A cor do seu destino e É proibido proibir.
12 de setembro (sábado)
10h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Paulo, filho da brasileira Laura e do chileno Victor, é forçado a abandonar o Chile, seu país natal, e viaja ao Brasil aos seis anos de idade. Dez anos depois, com a chegada de Patrícia, sua prima chilena exilada, um novo mundo é colocado diante de Paulo.
Direção: Jorge Durán
Roteiro: Jorge Durán, José Joffily e Nelson Nadotti
Produção executiva: Maria Salete
Direção de fotografia: José Tadeu
Montagem: Dominique Páris
Edição de som: Virgínia Flores
Direção de arte: Clóvis Bueno
Trilha sonora: David Tygel
Elenco: Guilherme Fontes, Marcos Palmeira, Andréa Beltrão, Chico Diaz, Norma Bengell, Julia Lemmertz e Franklin Caicedo
Tata Amaral é uma das principais vozes do cinema brasileiro. Integrou a geração da “Primavera dos Curtas”, nos anos 1980, e foi uma das primeiras cineastas da Retomada. Seu primeiro longa, Um céu de estrelas (1996), estreou em Toronto e no Fórum da Berlinale, eleito pela crítica um dos três filmes mais importantes da década. Dirigiu, escreveu e produziu sete longas, dezenas de curtas e séries, com mais de 100 prêmios e indicações. Lançou a série De menor, com premiere mundial na Berlinale 2025.
13 de setembro (domingo)
15h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Dalva, uma cabeleireira, acaba de ganhar uma viagem para Miami num concurso e vê no prêmio a sua chance para mudar. Enquanto arruma as malas, Vítor, o ex-noivo, bate à porta e passa a agir de modo agressivo, como se aquela fosse a última oportunidade.
Direção: Tata Amaral
Roteiro: Jean Claude Bernardet e Roberto Moreira com colaboração de Marcio Ferrari
Direção de fotografia: Hugo Kovensky
Diretor de som: Eduardo Santos Mendes e João Godoy
Produtor executivo: Renato Bulcão e Maria Ionescu
Elenco: Alleyona Cavalli, Paulo Vespúcio Garcia, Norival Rizzo, Ligia Cortez, Néa Simões e Rosa Petrim.
Sessão especial formada por registros do Arquivo Público do Distrito Federal e pelo documentário institucional Parque Rogério Pithon Farias.
Lançamento de País de São Saruê no Rio de Janeiro — Documentário, Rio de Janeiro, 3'30’’, 1971, livre — Direção: não identificado. Registro pertencente ao acervo do cineasta Vladimir Carvalho depositado no Arquivo Público do DF. Sessão do filme O País de São Saruê, no Rio de Janeiro, com a presença de diversas personalidades do cinema brasileiro.
Juventude em Brasília: Cine Karim — Filme amador, 1’10’’, Distrito Federal, 1967, livre — Cinegrafista: José Adirson Vasconcelos. Jovens na rua do Cine Karim, que exibe Os farsantes, de Peter Glenville.
O Brasil em notícias nº 398 x 83 — Cinejornal, Distrito Federal, 5 min, 1983, livre — Produtora: Cine-TV Produções. Reuniões do Brasil com outros países da América do Sul, a premiação do Festival de Brasília, a nova caixa de sugestões do INAMPS, o Campeonato Gay de Futebol e o BRB.
Parque Rogério Pithon Farias — Documentário institucional, 14 min, Distrito Federal, 1978, livre — Direção: Oscar Santana. Construção e inauguração do Parque Rogério Pithon Farias. Comemorações do aniversário de Brasília no parque.
14 de setembro (segunda-feira)
18h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Originalmente produzido como parte do filme de episódios Brasília, a última utopia, a versão aqui apresentada foi editada como um curta-metragem autônomo, com alterações na trilha sonora, incorporação de letreiros e ajustes de cor. Brasília é patrimônio histórico da humanidade não apenas por sua extraordinária arquitetura e por seu traçado urbano, mas também por constituir uma espécie de santuário natural, com seus rios, cerrados, cachoeiras e grutas de formidáveis proporções. O filme mostra esse verde que a circunda e que acabou por invadi-la em seu âmbito mais íntimo, tornando-a uma cidade muito peculiar.
Direção e roteiro: Vladimir Carvalho
Produção: Armando Lacerda
Direção de fotografia e câmera: Walter Carvalho
Montagem: Eduardo Leone
Trilha sonora: Edino Kriger, Heitor Villa-Lobos e Gustav Holst
14 de setembro (segunda-feira)
18h na Sala 2 – Cine Cultura Liberty Mall
Primeira versão do que viria a ser tornar o primeiro longa-metragem de Vladimir Carvalho, O País de São Saruê. As filmagens do documentário tiveram início em 1966, mas foram interrompidas pelas chuvas no Vale do Rio do Peixe. No ano seguinte, foram feitas novas filmagens e uma primeira versão em 16 mm intitulada Sertão do Rio do Peixe, exibida no Rio de Janeiro e no Festival de Viña del Mar. Novas filmagens feitas na cidade de Catolé do Rocha, na Paraíba, são incorporadas ao material, que é então lançado como O País de São Saruê, em 1971, logo interditado pela censura. O filme retrata a realidade social e as adversidades do sertão paraibano, com foco nas condições de vida dos sertanejos, na seca e no contexto político e econômico da época.
Direção e produção: Vladimir Carvalho
Fotografia e câmera: Manuel Clemente
Edição: Raymundo Guimarães
Narração: Paulo Pontes