Confira a lista de premiados da 54ª edição do Festival de Brasília

A 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro transmitiu sua cerimônia de encerramento em formato virtual na noite desta terça (14), na plataforma play.innsaei.tv. Apresentada por Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo, a cerimônia distribuiu 46 Troféus Candangos, dois troféus especiais de parceiros e prêmios técnicos às equipes dos 28 filmes selecionados nas Mostras Competitiva e Brasília. E a boa notícia é que quem não assistiu aos títulos premiados como Melhores Filmes pelos Júris Oficial e Popular, pode assistir às exibições especiais até às 23h59 do dia 16 de dezembro (quinta),  na plataforma play.innsaei.tv. Conheça os prêmios da noite:

Saudade do Futuro

Saudade do Futuro, filme de estreia-solo na direção de longas de Anna Azevedo, foi o grande vencedor do prêmio de Melhor Longa pelo Júri Oficial. A obra explora a ligação entre Portugal, Brasil e Cabo Verde pelo mar e a cultura da saudade.

Alice dos Anjos de Daniel Leite Almeida teve resultado arrebatador na premiação do festival, conquistando seis Candangos – Melhor Filme pelo Júri Popular e Prêmio Abraccine, Melhor Direção, Maquiagem para Claudia Riston, Figurino para Lívia Liu e Direção de Arte para Luciana Buarque. Filmada em Vitória da Conquista, a obra infanto-juvenil transporta a fantasia de Alice de Lewis Carroll ao contexto do sertão nordestino, tendo a menina Alice dos Anjos como personagem de uma saga conduzida por personagens improváveis. 

Ela e Eu, longa de Gustavo Rosa de Moura – que traz Andréa Beltrão na personagem Bia em plena recuperação após acordar de coma de 20 anos – levou três Candangos: Melhor Atriz para Andréa Beltrão, Melhor Ator para Eduardo Moscovis, e Melhor Roteiro, assinado pelo diretor, a protagonista e Leonardo Levis.

Andréa Beltrão em Ela e Eu

De Onde Viemos, Para Onde Vamos, filme de Rochane Torres que deflagra resistência e conflitos de identidade do povo Iny, habitante da Ilha do Bananal, levou Melhor Som, por Paulo Gonçalves, Melhor Filme Com Temática Afirmativa e ainda recebeu menção honrosa do júri da Abraccine. Acaso, de Luís Jungmann Girafa, venceu Melhor Montagem – de Juana Salama, e Lavra de Lucas Bambozzi ganhou Melhor Fotografia  – de Bruno Risas , além de menção honrosa do júri, composto pelo produtor Marcus Ligocki, a diretora Emília Silveira e a diretora-presidente da SPCine Viviane Ferreira.

Entre os curta-metragens vencedores na Mostra Competitiva Nacional, Chão de Fábrica, de Nina Kopko – sobre a convivência de operárias em São Bernardo do Campo nos anos 1979 – conquistou cinco Candangos, entre eles o de Melhor Curta pelo Júri Oficial, Melhor Direção, Melhor Atriz para Joana Castro, Melhor Montagem para Lis Paim e Melhor Figurino para Gabriella Marra. O prêmio de Melhor Ator foi entregue a Sebastião Pereira de Lima, mestre Martelo do cavalo-marinho pernambucano, documentado em Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio. O filme levou também o prêmio de Melhor curta-metragem pelo Júri Popular, acompanhado de prêmio técnico da Naymovie e CiaRio valorado em R$ 15.000,00.

Adão, Eva e o Fruto Proibido de R.B Lima levou os prêmios de Melhor Roteiro pelo Júri Oficial e Melhor Curta-Metragem pelo júri da Abraccine. Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros, conquistou o Candango de Melhor Som e o Troféu Canal Brasil, entregue ao melhor curta segundo júri técnico do canal. Dani Drumond levou Melhor Fotografia por Cantareira; Rodrigo Lélis ganhou Melhor Direção de Arte por Filhos da Periferia; e Vinne Negrão venceu Melhor Maquiagem por Sayonara

Era uma Vez… Uma Princesa, de Lisiane Cohen, levou o Prêmio de Melhor Curta com Temática Afirmativa; Ocupagem, de Joel Pizzini, recebeu o Prêmio Marco Antônio Guimarães, concedido pelo CPCB ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro; e Terra Nova recebeu o Prêmio Cosme Alves Netto, entregue pela Anistia Internacional ao filme que mais se aprofunda nas agendas de direitos humanos. Durante a premiação, as atrizes da obra, Karol Medeiros e Isabela Catão, receberam menção honrosa do júri, composto pelo jornalista e crítico Marcelo Janot, a montadora e roteirista Karen Black, e a produtora audiovisual Anamaria Mühlenberg.


Conheça os resultados da Mostra Brasília

O longa Acaso, de Luís Jungmann Girafa e o curta Benevolentes, de Thiago Nunes, venceram os prêmios de Melhor Filme pelo Júri Oficial da Mostra Brasília, levando também os prêmios técnicos da Naymovie e CiaRio, nos valores de R$ 25.000,00 e R$ 10.000,00, respectivamente. 

Advento de Maria, de Vinícius Machado, impressionou ao retratar a história de uma menina transgênero de 11 anos buscando sua identidade, vencendo cinco prêmios: Melhor Longa pelo Júri Popular, Melhor Roteiro, Melhor Atriz para a jovem Maria Eduarda Maia, Melhor Maquiagem para Alzira Bosaipo e Melhor Figurino para Tiago Nery. A Casa do Caminho de Renan Montenegro venceu Melhor Curta pelo Júri Popular e Melhor Filme com temática afirmativa da mostra. 

Noctiluzes de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório levou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator, dividido este ano entre os três protagonistas, interpretados por André Deca, Chico Sant’Anna e Vinícius Ferreira. O curta Cavalo Marinho de Gustavo Serrate venceu Melhor Fotografia; Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga, levou Melhor Direção de Arte por Rodrigo Lelis; e Hudson Vasconcelos ganhou Melhor Som por Ele tem Saudade, de João Campos.

O Mestre da Cena, de João Inácio, sobre o ator e diretor Gê Martú, venceu prêmio de Melhor Montagem, e Gê foi laureado com o Troféu Saruê, concedido pela equipe do caderno de cultura do Correio Braziliense ao “acontecimento” de cada edição do festival. Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard recebeu menção honrosa do júri, composto pela curadora Fabiana de Assis, a diretora e montadora Adriana de Andrade, e o diplomata, crítico e professor de audiovisual João Lanari Bo.

A 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF em parceria com a Associação Amigos do Futuro e apoio do Canal Brasil, InnSaei.TV, Naymovie e CiaRio. 

Filmes premiados ganham exibições especiais na Innsaei

A boa notícia para quem não conseguiu acompanhar o Festival de Brasília é que os filmes vencedores nas categorias Júri Popular e Júri Oficial seguem em cartaz gratuitamente na plataforma play.innsaei.tv até às 23h59 do dia 16 de dezembro (quinta-feira). Assista agora a Saudade do Futuro, Alice dos Anjos, Chão de Fábrica, Da Boca da Noite à Barra do Dia, Advento de Maria, Acaso, Benevolentes e A Casa do Caminho.

Veja a lista completa de premiados da noite:

Mostra Competitiva – Longas

Melhor Longa Júri Oficial 
Saudade do Futuro, de Anna Azevedo

Melhor Longa Júri Popular 
Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida

Melhor Direção
Daniel Leite Almeida, por Alice dos Anjos

Melhor Atriz
Andréa Beltrão, por Ela e Eu

Melhor Ator
Eduardo Moscovis, por Ela e Eu

Melhor Fotografia
Bruno Risas, por Lavra

Melhor Roteiro
Gustavo Rosa de Moura, Leonardo Levis e Andréa Beltrão, por Ela e Eu

Melhor Direção de Arte
Luciana Buarque, por Alice dos Anjos

Melhor Montagem
Juana Salama, por Acaso

Melhor Som
Paulo Gonçalves, por De Onde Viemos, Para Onde Vamos

Menção honrosa do Júri
Ao filme Lavra, de Lucas Bambozzi

Melhor Caracterização – Maquiagem
Claudia Riston, por Alice dos Anjos

Melhor Caracterização – Figurino
Lívia Liu, por Alice dos Anjos

Melhor Filme com Temática Afirmativa
De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres

Júri da Mostra Competitiva – Longas:  composto pelo produtor Marcus Ligocki, a diretora Emília Silveira e a diretora-presidente da SPCine Viviane Ferreira.

Mostra Competitiva – Curtas

Melhor Curta Júri Oficial
Chão de Fábrica, de Nina Kopko

Melhor Curta Júri Popular + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: 15.000 reais em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio
Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio

Melhor Direção
Nina Kopko, por Chão de Fábrica

Melhor Atriz

Joana Castro, por Chão de Fábrica

Melhor Ator
Sebastião Pereira de Lima, por Da Boca da Noite à Barra do Dia

Menção honrosa do Júri
Às atrizes do filme Terra Nova, Karol Medeiros e Isabela Catão

Melhor Fotografia
Dani Drumond, por Cantareira

Melhor Roteiro
R.B Lima, por Adão, Eva e o Fruto Proibido

Melhor Direção de Arte
Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia

Melhor Montagem
Lis Paim, por Chão de Fábrica

Melhor Som
Bia Hong, por Como Respirar Fora D’Água

Melhor Caracterização – Maquiagem
Vinne Negrão, por Sayonara

Melhor Caracterização – Figurino

Gabriella Marra, por Chão de Fábrica

Melhor Filme com Temática Afirmativa
Era uma Vez… Uma Princesa, de Lisiane Cohen

Júri da Mostra Competitiva – Curtas:  composto pelo jornalista e crítico Marcelo Janot, a montadora e roteirista Karen Black, e a produtora audiovisual Anamaria Anamaria Mühlenberg.

Mostra Brasília – Curtas e Longas

Melhor Longa Júri Oficial + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: 25.000 reais em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio.
Acaso, de Luís Jungmann Girafa

Melhor Curta Júri Oficial  + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: 10.000 reais em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio.
Benevolentes, de Thiago Nunes

Melhor Longa Júri Popular 
Advento de Maria, de Vinícius Machado

Melhor Curta Júri Popular 
A Casa do Caminho, de Renan Montenegro

Melhor Direção
Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório, por Noctiluzes

Menção honrosa do Júri
Ao filme Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard

Melhor Atriz
Maria Eduarda Maia, por Advento de Maria

Melhor Ator
Chico Sant’Anna, André Deca, Vinícius Ferreira, por Noctiluzes

Melhor Fotografia
Gustavo Serrate, por Cavalo Marinho

Melhor Roteiro
Vinícius Machado, por Advento de Maria

Melhor Direção de Arte
Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia

Melhor Montagem
João Inácio, por O Mestre da Cena

Melhor Som
Hudson Vasconcelos, por Ele tem Saudade

Melhor Caracterização – Maquiagem
Alzira Bosaipo, por Advento de Maria

Melhor Caracterização – Figurino
Tiago Nery, por Advento de Maria

Melhor Filme com Temática Afirmativa
A Casa do Caminho, de Renan Montenegro

Júri da Mostra Brasília: composto pela curadora Fabiana de Assis, a diretora e montadora Adriana de Andrade, e o diplomata, crítico e professor de audiovisual João Lanari Bo.

Outros Prêmios


Candango pelo Conjunto da Obra 2021
Léa Garcia

Prêmio Marco Antônio Guimarães (CPCB) –  entregue ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro.
Ocupagem, de Joel Pizzini

Prêmio Cosme Alves Netto (Anistia Internacional Brasil) – entregue ao filme exibido que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos.
Terra Nova, de Diego Bauer 

Melhor Longa-Metragem da Mostra Competitiva segundo júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine)
Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida

Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva segundo júri da Abraccine
Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B Lima

Menção Honrosa do júri da Abraccine
De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres

Troféu Canal Brasil – entregue ao Melhor Curta da Mostra Competitiva segundo júri técnico do Canal
Como Respirar Fora D’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros

Troféu Saruê – concedido ao “acontecimento” do festival segundo equipe do caderno de cultura do Correio Braziliense
Gê Martú

ATENÇÃO: Cerimônia de Premiação do Festival de Brasília é adiada para às 23h

🍾 É LOGO MAIS, EM NOVO HORÁRIO!🍾

A Cerimônia de Encerramento e Premiação do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece logo mais. Informamos que em função de problemas técnicos, a transmissão acontece EM NOVO HORÁRIO: a partir das 23h desta terça-feira (14), através da plataforma play.innsaei.tv, com a apresentação dos atores Murilo Rosa e Maria Paula. 

A grande homenageada da noite é a atriz Léa Garcia, premiada pelo Conjunto da Obra. As equipes dos 28 filmes em cartaz nas Mostras Competitiva e Brasília, concorrem a 46 Troféus Candangos, dois troféus especiais de parceiros, além dos prêmios técnicos. 

ACESSE A CERIMÔNIA

O que assistir no último dia de festival?

Murilo Rosa e Maria Paula. Foto: Paulo Cavera

A 54a edição do Festival de Brasília termina nesta terça (14), com cerimônia de premiação exibida na play.innsaei.tv a partir das 20h (disponível até meia-noite), com apresentação dos atores Murilo Rosa e Maria Paula. Saiba tudo da cerimônia aqui.

Muito além do evento de encerramento do festival, hoje ainda é dia para assistir a debates e uma série de filmes programados. Encerrando a programação de debates, as equipes de Era uma Vez… Uma Princesa, Da Boca da Noite à Barra do Dia e Saudade do Futuro se encontram às 10h desta terça (14), para um papo sob a mediação de Tatiana Andrade (entre na atividade).

O filme de encerramento do festival fica disponível na InnSaei.TV até às 20h de hoje. Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura? (MT), de Divino Xavante aborda a luta dos povos Xavante contra o coronavírus. Os demais títulos expiram hoje à meia-noite.  Já que ninguém me tira pra dançar, filme de abertura sobre Leila Diniz ainda pode ser assistido, assim como Catadores de História, longa de Tânia Quaresma apresentado como homenagem da Mostra Brasília. No Festivalzinho, 15 curtas ainda estão disponíveis.

Cena do filme Procura-se Meteorango Kid

Pela Mostra Memória e Linguagens, você ainda pode ver o clássico Samba Riachão (2001), filme de Jorge Alfredo sobre o sambista baiano; e Procura-se Meteorango Kid: Vivo ou Morto documentário de Marcel Gonnet e Daniel Fróes ainda não lançado em salas do Brasil, sobre o mítico personagem Meteorango Kid do filme homônimo de André Luiz Oliveira, ícone da contracultura censurado pela ditadura em 1969. Disponíveis até às 23h59 de hoje.

A Mostra Sessentinha exibe nove clássicos da cinematografia brasiliense disponíveis, Alma Palavra Alma, Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás, Louco por Cinema, Um Assalto de Fé, Sequestramos Augusto César, BraxíliaW3 Sul – Memória Coletiva e A Saga das Candangas Invisíveis. A Sessentinha programa, ainda, uma homenagem aos 50 anos de O País de São Saruê, longa icônico de Vladimir Carvalho. Títulos disponíveis até às 23h59 de hoje.

Pesquisa

Queremos saber o que você achou desta edição virtual do Festival de Brasília. Responda à pesquisa de satisfação e concorra a 30 catálogos sorteados pelo festival. Item disputado, o catálogo carrega a memória de cada edição do evento. Enviarmos para os endereços – em território brasileiro – dos vencedores do sorteio (caso o endereço seja). Participe!

 

 

Cerimônia de encerramento do Festival de Brasília acontece nesta terça (14)

Murilo Rosa e Maria Paula. Foto: Paulo Cavera

É chegada a hora de anunciar os vencedores da 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, segunda realizada virtualmente em toda a trajetória do festival, que remete à 1965. A cerimônia é transmitida de forma gratuita na plataforma play.innsaei.tv a partir das 20h desta terça, 14 de dezembro, restando disponível até à meia-noite. Apresentada pelos atores Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo, a noite reserva a distribuição de 46 Troféus Candangos, dois troféus especiais do Canal Brasil e Correio Braziliense, além de prêmios técnicos oferecidos às equipes dos 28 filmes em cartaz nas mostras Competitiva e Brasília.

A noite é marcada pela presença do cineasta Divino Xavante, realizador do filme de encerramento – Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura? – e por homenagem especial à atriz Léa Garcia (88 anos), que em 2021 recebe o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra – primeiro de sua carreira, prêmio concedido a personalidades de ampla trajetória e contribuição ao cinema nacional. 

Desde sua 50ª edição, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro adaptou sua política de premiação, substituindo prêmios em dinheiro, que eram concedidos apenas aos vencedores, por cachês de seleção igualitários para todos os filmes exibidos, distribuindo, assim, recursos a todos os filmes participantes do festival. A premiação consiste nas láureas de receber um dos tradicionais Troféus Candangos, além de prêmios técnicos, concedidos em 2021 pela empresa de locação de equipamentos Naymovie, em parceria com a CiaRio – Centro de Infraestrutura Audiovisual.

Na Mostra Brasília e nas categorias Curtas e Longas da Mostra Competitiva, premia-se nas categorias Curta e Longa-Metragem, os Melhores Filmes pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, Melhor Atriz e Ator, Fotografia, Direção, Roteiro, Direção de Arte, Montagem, Som, Maquiagem, Figurino e os Melhores Filmes com Temática Afirmativa. 

Outros candangos são oferecidos na noite de encerramento. A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) premia o melhor longa e melhor curta-metragem da Mostra Competitiva. O Prêmio Marco Antônio Guimarães é concedido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro. E o Prêmio Cosme Alves Netto é entregue pela Anistia Internacional Brasil ao filme exibido que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos. 

Os prêmios técnicos em 2021 são concedidos pela Naymovie em parceria com a CiaRio. Com o nome de Prêmio Edina Fujii – CiaRio, são concedidos recursos de R$ 15.000 em locação de equipamentos de luz, acessórios e maquinários ao Melhor Curta da Mostra Competitiva Nacional pelo Júri Popular; além de R$ 25.000 e R$ 10.000 revertidos respectivamente em locações aos Melhores Longa e Curta-metragem da Mostra Brasília pelo Júri Oficial. 

Para além dos Candangos, outros troféus são entregues na noite. São eles: o Troféu Saruê, oferecido pela equipe do caderno de cultura do Correio Braziliense ao grande “acontecimento” de cada edição do festival; e o Troféu Canal Brasil, conferido a um curta-metragem escolhido pelo júri próprio do canal parceiro. 

VIviane Ferreira

O Júri da Mostra Competitiva de Longas é composto pelo produtor Marcus Ligocki, a diretora Emília Silveira e a diretora-presidenta da SPCine, advogada e diretora de cinema Viviane Ferreira. Para os Curtas da Mostra Competitiva, formam o júri o jornalista e crítico Marcelo Janot, a montadora e roteirista Karen Black, e a produtora audiovisual Anamaria Mühlenberg. Já na Mostra Brasília, o júri é composto pela curadora Fabiana de Assis, a diretora e montadora Adriana de Andrade, e o diplomata, crítico e professor audiovisual João Lanari Bo. 

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF em parceria com a Associação Amigos do Futuro e apoio do Canal Brasil, InnSaei.TV, Naymovie e CiaRio. 

Confira a lista de prêmios concedidos esta noite no Festival de Brasília

Mostra Competitiva – Longas
Melhor Filme Júri Oficial – Longa Metragem
Melhor Filme Júri Popular – Longa Metragem
Melhor Atriz
Melhor Ator
Melhor Fotografia
Melhor Direção
Melhor Roteiro
Melhor Direção de Arte
Melhor Montagem
Melhor Som
Melhor Caracterização – Maquiagem
Melhor Caracterização – Figurino
Melhor Filme com Temática Afirmativa

Mostra Competitiva – Curtas
Melhor Filme Júri Oficial – Longa Metragem
Melhor Filme Júri Popular – Longa Metragem
Melhor Atriz
Melhor Ator
Melhor Fotografia
Melhor Direção
Melhor Roteiro
Melhor Direção de Arte
Melhor Montagem
Melhor Som
Melhor Caracterização – Maquiagem
Melhor Caracterização – Figurino
Melhor Filme com Temática Afirmativa

Mostra Brasília – Curtas e Longas
Melhor Filme Júri Oficial – Longa Metragem
Melhor Filme Júri Popular – Longa Metragem
Melhor Atriz
Melhor Ator
Melhor Fotografia
Melhor Direção
Melhor Roteiro
Melhor Direção de Arte
Melhor Montagem
Melhor Som
Melhor Caracterização – Maquiagem
Melhor Caracterização – Figurino
Melhor Filme com Temática Afirmativa

Outros Prêmios
Candango Conjunto da Obra: concedido a Léa Garcia (no encerramento do festival)
Prêmio Marco Antônio Guimarães: concedido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro
Prêmio Cosme Alves Netto: entregue pela Anistia Internacional Brasil ao filme exibido que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos.
Prêmio Abraccine: Melhor Longa e Melhor Curta da Mostra Competitiva, segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
Troféu Canal Brasil: Melhor Curta da Mostra Competitiva segundo júri técnico do Canal.
Troféu Saruê: concedido ao “acontecimento” do festival pelo Correio Braziliense.

Prêmios Técnicos
Prêmios Edina Fujii – CiaRio: são concedidos recursos em locação de equipamentos de luz, acessórios e maquinários pela empresa Naymovie ao Melhor Curta da Mostra Competitiva pelo Júri Popular (R$ 15.000,00), e aos Melhores Longa e Curta da Mostra Brasília pelo Júri Oficial (R$ 25.000 e R$ 10.000 respectivamente).

Conheça o Júri 2021

Júri da Mostra Brasília: composto pela curadora Fabiana de Assis, a diretora e montadora Adriana de Andrade, e o diplomata, crítico e professor de audiovisual João Lanari Bo.

Júri da Mostra Competitiva – Longas:  composto pelo produtor Marcus Ligocki, a diretora Emília Silveira e a diretora-presidente da SPCine Viviane Ferreira.

Júri da Mostra Competitiva – Curtas:  composto pelo jornalista e crítico Marcelo Janot, a montadora e roteirista Karen Black, e a produtora audiovisual Anamaria Anamaria Mühlenberg.

Júri Popular: é voto do público! Ao final de cada sessão de filme em competição na InnSaei.TV, o usuário recebia mensagem pop-up para dar seu voto. 

Não acabou! Confira o que te reserva a segunda-feira no Festival de Brasília

Tá pensando que o festival de Brasília acabou? Mas que nada… Se liga no que você ainda pode assistir hoje e amanhã!

Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura?

O filme de encerramento do festival estreia hoje às 18h, e fica disponível na InnSaei.TV até às 20h de amanhã. Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura? (MT), de Divino Xavante aborda a luta dos povos Xavante contra o coronavírus. Já que ninguém me tira pra dançar, sobre Leila Diniz, está disponível até às 23h59 do dia 14 de dezembro (terça). Assim como Catadores de História, longa de Tânia Quaresma apresentado como homenagem da Mostra Brasília.

Os curtas Era uma Vez… Uma Princesa (RS) e Da Boca da Noite à Barra do Dia (PE), e o longa Saudade do Futuro (RJ), estão disponíveis até o fim do dia de hoje (22h30 para os curtas, 23h30 para o longa). Também dá tempo de assistir ao longa O Menino e o Mundo, disponível só até às 11h, e aos 15 curtas programados pelo Festivalzinho, disponíveis até às 23h59 do dia 14 de dezembro (terça).

Saudade do Futuro

A Mostra Sessentinha tem nove clássicos da cinematografia brasiliense disponíveis, Alma Palavra Alma, Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás, Louco por Cinema, Um Assalto de Fé, Sequestramos Augusto César, Braxília,  W3 Sul – Memória Coletiva e A Saga das Candangas Invisíveis. A Sessentinha programa, ainda, uma homenagem aos 50 anos de O País de São Saruê, longa icônico de Vladimir Carvalho. Títulos disponíveis até às 23h59 do dia 14 de dezembro.

Pela Mostra Memória e Linguagens, você ainda pode ver o clássico Samba Riachão (2001), filme de Jorge Alfredo sobre o sambista baiano; e Procura-se Meteorango Kid: Vivo ou Morto documentário de Marcel Gonnet e Daniel Fróes ainda não lançado em salas do Brasil, sobre o mítico personagem Meteorango Kid do filme homônimo de André Luiz Oliveira, ícone da contracultura censurado pela ditadura em 1969. Disponíveis até às 23h59 do dia 14 de dezembro.

Debates e Seminários

Maria Abdalla

Às 10h, as equipes dos filmes Sayonara, N.F. Trade e De Onde Viemos, Para Onde Vamos participam de debate da mostra competitiva, mediado por Glória Teixeira (entre na atividade). Às 15h acontecem os debates entre os quatro filmes da mostra Memória e Linguagens, com mediação de Sílvio Tendler (entre clicando aqui).

Encerrando a programação de seminários e painéis setoriais, Clarissa Motter, Remi Castioni, Liz Sandoval e Mike Peixoto e Bárbara Cabral debatem Cinema e Conhecimento às 14h (entre na atividade). Às 16h, Claudia Dutra, Luiza Lins, Zita Carvalhosa, Josiane Osório, Maria Abdalla, Aleques Eiterer e Marilha Naccari debatem as perspectivas para o circuito de festivais no Brasil e no exterior (entre na atividade).

Queremos saber o que você tá achando desta edição virtual do Festival de Brasília. Responda à pesquisa de satisfação e concorra no sorteio de 30 catálogos do festival. Item disputado todos os anos, o catálogo impresso é um livro que carrega a memória de cada edição do evento, e serão enviados para a casa dos vencedores do sorteio (caso o endereço seja em território brasileiro). Participe!

 

Saiba tudo que acontece neste domingo no Festival de Brasília

Foto do filme Da Boca da Noite à Barra do Dia

O domingo é marcado pelas últimas estreias da Mostra Competitiva. Das 22h30 de hoje (12) às 22h30 de segunda (13), ficam disponíveis: Da Boca da Noite à Barra do Dia, curta de Tiago Delácio que registra o mestre Martelo e tradição da manifestação popular do cavalo-marinho na Zona da Mata pernambucana; e Era uma vez… Uma princesa, curta da diretora gaúcha Lisiane Cohen que mergulha na personagem Nina e sua busca de sentido diante da ausência de vida.

Cena do filme Era uma vez… Uma princesa

Saudade do Futuro

Cena do filme Saudade do Futuro

Longa de Anna Azevedo, Saudade do Futuro é o último filme a estrear na Mostra Competitiva do Festival de Brasília. Filmado entre Brasil, Cabo Verde e Portugal, países ligados pelo mar e a cultura da saudade, o filme encontra personagens marcados por ausências geradas após eventos que transformaram a história desses países. Estreia às 23h30 no Canal Brasil, e à 01h30 de segunda (13) na InnSaei.TV, ficando disponível até às 23h30.

Última chance

Cena do filme Os Ossos da Saudade

Última chance para assistir ao longa mineiro Os Ossos da Saudade na Mostra Memória e Linguagens. O filme trata de ausência, memória, representação e pertencimento, filmado por Marcos Pimentel entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. Última oportunidade também para ver os filmes Sayonara, N.F. Trade e De Onde Viemos, Para Onde Vamos na InnSaei.TV. Os dois primeiros expiram às 22h30, e o terceiro, às 23h30. Na Mostra Brasília expiram os filmes Ele tem saudade, Benevolentes e Noctiluzes, todos às 20h.

Estreia

Cena do filme O Menino e o Mundo

De hoje (12) às 11h até segunda (13), também às 11h, o longa O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, ganha sessão especial no Festivalzinho. A animação premiada de 2013 acompanha um menino que sai em busca do pai pelo mundo.

Seminários

Fernando Gabeira

Começando o dia, às 10h Fernando Gabeira, Luis Nachbin, Carlos Pronzato e Paula Saldanha falam sobre a prática do Cinema Andarilho (entre na atividade). E às 14h, os 50 anos do filme O País de São Saruê (1971) e 20 anos da restauração pelo CPCB são celebrados em painel que reúne o diretor do filme, Vladimir Carvalho, a Myrna Brandão, Mauro Domingues, Shirly Ferreira de Souza e Sílvio Tendler (entre na atividade). O País de São Saruê fica em cartaz no festival até o fim do dia 14 de dezembro (assista já!).

Debates

Foto do filme Como respirar fora d’água

Neste domingo, além dos debates entre filmes concorrentes nas mostras competitivas, as mostras paralelas também ganham tal espaço de troca. Às 10h, as equipes dos filmes Ela e eu, Como respirar fora d’água e Cantareira se reúnem para mais um debate da mostra competitiva, desta vez mediado por Sérgio Moriconi (entre na atividade). Às 15h acontecem os debates das mostras paralelas – Sessentinha mediado por Tania Montoro (entre clicando aqui) e Festivalzinho, mediado por Marialva Monteiro e Bete Bullara (entre clicando aqui). E às 17h, é a vez dos filmes Advento de Maria, A Casa do Caminho e Vírus se reunirem para o debate da Mostra Brasília, mediado por Caetano Curi (entre clicando aqui).

O que você vai assistir neste sábado de festival?

Foto do filme De Onde Viemos, Para Onde Vamos

Neste sábado (11), a Mostra Competitiva do Festival de Brasília estreia De Onde Viemos, Para Onde Vamos, longa filmado na Aldeia de Santa Isabel do Morro, Ilha do Bananal (TO). Por lá, a diretora Rochane Torres documenta o povo indígena Iny e seus conflitos geracionais de identidade, sobretudo entre os jovens que cada vez mais absorvem a cultura branca. Às 23h no Canal Brasil, e à 01h30 de domingo (12) na InnSaei.

Às 22h30 estreiam outros dois curtas na InnSaei: Sayonara, de Chris Tex, ficção paulista sobre uma garota planejando vingar-se de quem a traumatizou; e N.F. Trade, filme brasiliense de Thiago Foresti, explora o universo das criptomoedas e NFTs com o personagem Barreto, produtor de hortaliças que não gosta de vender por moedas convencionais.

Cena do filme Sayonara
Cena do filme N.F. Trade

Na Mostra Brasília estreiam às 20h os curtas Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard, e A Casa do Caminho, de Renan Montenegro. O primeiro é motivado pela pandemia de Covid-19, e tem tom de biografia confessional e reencontro pessoal de uma das diretoras consigo. O segundo, também biográfico, fala da exaustão no processo de migração, retratando as consequências dos conflitos geopolíticos venezuelanos. Hoje é dia de estreia, também, do longa Advento de Maria, ficção de Vinícius Machado que conta a história de uma menina transgênero de 11 anos na busca por sua identidade.

ÚLTIMA CHANCE
Última chance pra assistir aos longas Ela e Eu (até 23h30) e Acaso (até 20h). Expiram também os curtas Cavalo Marinho e Filhos da Periferia (às 20h), e Como respirar fora d’água e Cantareira (às 22h30).

Homenagem a Flávio Migliaccio
Estreia hoje às 11h na mostra Festivalzinho o longa Aventuras com Tio Maneco, dirigido e protagonizado pelo mestre Flávio Migliaccio. Produção infantil de 1971 em que três crianças desbravam as selvas do Mato Grosso enfrentando contrabandistas, animais ferozes e robôs para encontrar seu avô. A exibição da cópia restaurada celebra a memória de Migliaccio, ator fundamental para a TV e o cinema brasileiros. Disponível até às 11h de domingo (12).

 

Helena Solberg

Helena Solberg

Helena Solberg é convidada para ministrar a masterclass Meu primeiro filme, neste sábado às 19h. A partir da exibição de A Entrevista (1966), seu curta de estreia, a diretora de Bananas is my business (1995), Palavra (En)cantada (2009) e Meu corpo minha vida (2017) desfila os desafios e delícias do começo da carreira de diretora. (entre na atividade)

Debates

Os tradicionais debates entre filmes exibidos nas mostras competitivas segue hoje, em duas sessões: Mostra Competitiva às 10h, reunindo equipes de Acaso, Deus me Livre e Adão, Eva e o Fruto Proibido sob mediação da jornalista Luciana Costa (entre na atividade); e Mostra Brasília às 17h, reunindo os filmes Noctiluzes, Benevolentes e Ele tem Saudade para debate mediado pela fotógrafa e professora Rose May Carneiro (entre na atividade).

O festival do pensamento em cinema

As atividades do ambiente de mercado, bem como os painéis setoriais e seminários são temperos essenciais na composição do Festival de Brasília, baseado desde sempre na formação e na pesquisa. E se você ama falar de cinema, vai ser um sábado daqueles! Hoje as atividades exploram hibridismos e pontes entre cinema e outras linguagens artísticas.

Christiane Jatahy

Em Cinema híbrido, às 10h, Sílvio Tendler entrevista a cineasta Susanna Lira, tratando das técnicas de teatro e ficção presentes em sua direção para documentários (entre na atividade). Ao meio dia, Christiane Jatahy, Daniela Thomas e Ricardo Cota debatem sobre o poder de atravessamento da imagem através das muitas artes, na atividade Arte híbrida: quando o cinema encontra o teatro (entre na atividade).

Às 14h, Cinema, outras artes e linguagens reúne Antonio Quinet, Vitor Pordeus, Livio Tragtenberg e Sílvio Tendler pra falar de pontes entre cinema e poesia, psicanálise e música (entre na atividade). Às 16h30, Rafa Sampaio, Adriana L. Dutra, Sandro Fiorin e Ilda Santiago debatem Os mercados e os festivais para o cinema brasileiro, sobre a internacionalização do nosso cinema através das exibições pelo mundo (entre na atividade).

É sexta-feira no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; veja programação do dia

Sextou no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A mostra competitiva de hoje reserva première dos curtas Como respirar fora d’água e Cantareira às 22h30. Como respirar fora d’água encara o racismo estrutural e a violência policial, retratando a vida de Janaína, jovem negra e lésbica que convive com a presença da polícia dentro e fora de casa. Cantareira leva um jovem trabalhador estafado da vida que leva no Centro de São Paulo de volta à casa do avô na Serra da Cantareira, onde cresceu.

Cena do curta Como respirar fora d’água
Cena do curta Cantareira

Os desafios de adaptação a eventos inesperados são personificados por Andrea Beltrão no longa Ela e Eu. Sua personagem acorda de um coma após 20 anos, tendo que reaprender a falar, andar, enxergar, enquanto compreende as mudanças do tempo. O longa de Gustavo Rosa de Moura estreia às 23h30 no Canal Brasil e à 01h30 da madrugada do sábado (11) na InnSaei.tv, ficando disponível até às 23h30. Além de Beltrão, o filme apresenta Du Moscovis, Mariana Lima, Jéssica Ellen e grande elenco.

Às 20h a Mostra Brasília estreia o longa Noctiluzes, ficção de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório sobre o encontro casual de três desconhecidos na madrugada, num píer qualquer. Oportunidade de ver em cartaz o visceral ator candango Chico Sant’Anna. No mesmo dia estreiam também os curtas Benevolentes, de Thiago Nunes, documentário que reflete como o DF encara o racismo; e Ele tem saudade de João Campos, ficção que extravasa sentimentos acometidos diante das incertezas da pandemia. Disponíveis até às 20h do dia 12 de dezembro.

Cena do filme Ele tem saudade
Cena do filme Benevolentes

Última chance

Cena do filme Rolê – Histórias dos Rolezinhos

Última oportunidade para assistir Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas, manifesto sobre a luta antirracista brasileira. Disponível somente até às 20h de hoje, na mostra Memória e Linguagens. Expiram às 20h os filmes Tempo de Derruba, Tinhosa e O Mestre da Cena (Mostra Brasília. Às 22h30 nos despedimos dos curtas Deus Me Livre e Adão, Eva e o Fruto Proibido (Competitiva).

Adrian Cowell e o cinema na Amazônia

Aílton Krenak

Após uma década da morte do cineasta inglês Adrian Cowell, sua obra ainda ressoa em realizadores de documentário. Responsável por documentar momentos históricos, tais como as expedições dos irmãos Villas Boas no Xingu nos anos 1960, a luta de Chico Mendes e o movimento dos seringueiros pela criação de reservas extrativistas no Acre, Cowell é homenageado em debate especial, reunindo Ailton Krenak, Frederico Mael, Stella Penido, Gustavo Cepolini, Elisabete Kitamura, Brent Millikan, Felipe Milanez, e Adriana Ramos (entre na atividade).

Acorda pra falar de cinema!

Amos Gitai

Às 10h você pode acompanhar o debate entre equipes dos filmes Lavra, Filhos da Periferia e Chão de Fábrica, mediado por Hermes Leal (entre na atividade); ou assistir ao seminário A importância dos cineclubes na era digital, com Carolina Paraguassú, Ricardo Cota, Adaílton Medeiros, Marialva Monteiro, Indaiá e Solange Moraes (entre na atividade).

Mais tarde, às 16h30, a atividade O cinema no futuro próximo aponta caminhos possíveis para revoluções da linguagem cinematográfica. Com Gabriela Amaral Almeida, Caru Alves de Souza, Maya Darin, Vladimir Seixas e Pedro Butcher (entre na atividade). Às 17h, as equipes dos filmes Acaso, Filhos da Periferia e Cavalo Marinho entram em debate, sob a mediação de Juliana Coutinho (entre na atividade).

A masterclass de hoje recebe ao meio-dia o premiado cineasta israelense Amos Gitai, com mais de 70 filmes no currículo, entre eles O dia do Perdão – Kippur (2000) e Kedma (2002). Também arquiteto, Gitai pensa sua obra como uma arquitetura da memória de eventos marcantes de Israel (entre na atividade).

Vem ver a programação desta quinta (9) no Festival de Brasília

Foto do filme Acaso

Embora esta edição do Festival de Brasília seja realizada virtualmente, tem sido gratificante sentir o calor dos encontros proporcionados pelo festival, mesmo através das telas. A programação desta quinta(9) une passado e futuro, bebe na tradição e projeta o novo do cinema nacional. Confira agora o que a quinta-feira te reserva no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Mostra Competitiva

Foto do filme Adão, Eva e o Fruto Proibido

Ainda é possível assistir aos curtas e longas que estrearam na noite anterior: Filhos da Periferia e Chão de Fábrica ficam disponíveis até às 22h30, e o longa Lavra segue em cartaz até às 23h30 na InnSaei.TV. Hoje às 22h30 estreiam os curtas Adão, Eva e o Fruto Proibido, um reencontro de uma mulher trans e seu filho adolescente, separados após o nascimento, e Deus Me Livre, um relato da dura realidade dos coveiros no cemitério que mais enterrou vítimas de Covid-19 no Brasil (Vila Formosa, São Paulo, o maior da América Latina). Às 23h30, o Canal Brasil exibe Acaso, longa de estreia de Luis Jungmann Girafa: uma proposta on the road pela via W3 Sul de Brasília, na visão do diretor. Logo após, à 01h30, a InnSaei.TV estreia o longa, restando disponível até às 23h30 de sexta.

Ruy Guerra 90 anos

Ruy Guerra

Falar de Ruy Guerra não é fácil. Mais difícil ainda sendo este tão importante pra história do Festival de Brasília. Moçambicano, estudou cinema em Paris, fez do Brasil sua casa e celebrou 90 anos em agosto de 2021. Convidado ilustre de Brasília, este artista completo reflete sobre seu quase-século de contribuições ao cinema e à vida brasileira na masterclass Um Artista Completo, apresentada nesta quinta às 19h. Assista!

Mostra Brasília

Foto do filme Cavalo Marinho

A première da Mostra Brasília hoje repete a dose da seleção nacional e também exibe o longa Acaso a partir das 20h. No mesmo horário, estreiam Filhos da Periferia – também concorrente na mostra competitiva nacional – curta de Arthur Gonzaga que narra uma história de amizade e violência em contexto periférico; e Cavalo Marinho, documentário do brasiliense Gustavo Serrate realizado no litoral capixaba, retrata um grupo de jovens amigos unidos pelo cuidado e amor ao treinar cavalos para as rotinas diárias. Seguem em cartaz as mostras Sessentinha, Filhos da Periferia e Festivalzinho.

Pesquisa

Queremos saber o que você tá achando desta edição virtual do Festival de Brasília. Responda à pesquisa de satisfação e concorra no sorteio de 30 catálogos do festival. Item disputado todos os anos, o catálogo impresso é um livro que carrega a memória de cada edição do evento, e serão enviados para a casa dos vencedores do sorteio (caso o endereço seja em território brasileiro). Participe!

Seminários do dia

Graciela Guarani

No centenário do documentarista francês Chris Marker (1921-2012), o Festival de Brasília promove atividade em sua homenagem hoje às 10h, convidando o veterano crítico de cinema francês Robert Grelier para uma conversa com Sílvio Tendler, um dos curadores do festival (assista!). Às 14h, o seminário Cinema na primeira pessoa: quebradas, indígenas e quilombolas reúne Divino Tserewahú, Graciela Guarani, Sol Bueno, Eduardo e Marcos Carvalho para uma conversa mediada por Fauston Silva (assista!). Às 16h30, a pauta são os mercados de games, VR e outras realidades. O papo é mediado por Eliana Russi e tem Ana Arruda, Ana Ribeiro e Liana Brazil (SuperUber) como convidadas (assista!). 

Debates

Tradicionalmente o Festival de Brasília programa acalorados debates matinais sobre filmes exibidos nas noites anteriores. Hoje às 10h começamos a maratona com presença de equipes dos filmes Alice dos Anjos, Ocupagem e Terra Nova, sob a mediação da jornalista Ana Rodrigues (assista!). Às 17h é a vez de iniciarmos os debates sobre os filmes da Mostra Brasília. Hoje é dia das equipes de O Mestre da Cena, Tempo de Derruba e Tinhosa, debaterem com a pesquisadora das áreas de arquitetura e cinema Liz da Costa Sandoval (assista!). 

Conheça a programação desta quarta (8 de dezembro) no Festival de Brasília

Mostra Brasília
A quarta (8) é marcada pela estreia da Mostra Brasília 2021. Os curtas candangos Tinhosa (Rafael Cardim Bernardes, fic, 17 min, 2021, DF) e Tempo de Derruba (Gabriela Daldegan, doc, 30 min, 2021, DF), e o longa O Mestre da Cena (João Inácio, doc, 74 min, 2019,DF) ganham as telas a partir das 20h (permanecendo disponíveis até às 19h59 do dia 10 de dezembro). 


Foto de Tinhosa

Mostra Competitiva 
Desde 01h30 (e até 23h29) o filme Alice dos Anjos (Daniel Leite Almeida, fic, 76 min, 2021, BA) está disponível na InnSaei.TV (aguardando seu voto, inclusive!). Os curtas Filhos da Periferia (Arthur Gonzaga, fic, 16 min, 2021, DF) e Chão de Fábrica (Nina Kopko, fic, 24 min, 2021, SP) estreiam na InnSaei.TV às 22h30, e são exibidos até às 22h30 do dia seguinte.


Foto de Filhos da Periferia

Lavra
Às 23h30 desta quarta (8) é a vez de Lavra, longa mineiro de Lucas Bambozzi (fic, 97 min, 2021) estrear no Canal Brasil. Mais tarde, à 01h30 do dia 9 (quinta), Lavra estreia na InnSaei, ficando em cartaz até 23h30. O filme expõe as feridas da devastação ambiental percorrendo os caminhos da lama tóxica e criminosa que devasta cidades inteiras.

Memória e Linguagens
A mostra Memória e Linguagens é composta por quatro longas-metragens que investigam a cultura brasileira por meio de personagens, situações, criações artísticas e da própria formatação da identidade nacional. Os Ossos da Saudade (Marcos Pimentel, 107 min, 2021, MG), Procura-se Meteorango Kid: vivo ou morto (Marcel Gonnet e Daniel Fróes, 99 min, 2022 – previsão, BA), Rolê – Histórias dos Rolezinhos (Vladimir Seixas, 82 min, 2021, RJ, foto) e Samba Riachão (Jorge Alfredo, 86 min, 2001, Bahia) são os títulos exibidos.

Imagem do filme Procura-se Meteorango Kid: vivo ou morto

Assista ao trailer do longa Rolê – Histórias dos Rolezinhos:

Masterclasses e Ambiente de mercado
Às 14h, o presidente da Cinemateca Francesa Costa-Gavras ministra a masterclass O desafio da memória, com mediação de Jorge Duran (acesse). No ambiente de mercado, às 16h30 a mesa Cinema industrial em um universo multifacetado reúne Luiz Noronha, Mayra Lucas, Iafa Britz, Viviane Ferreira, Marcus Ligocki e Ana Paula Sousa (acesse).


Costa-Gavras

Debates, atividades formativas e painéis setoriais
Às 10h, o filme de abertura ganha debate mediado por Denise Lopes (acesse). Também às 10, os Seminários e Painéis Setoriais iniciam sua jornada com um encontro da Conexão Audiovisual Norte, Nordeste e Centro-Oeste – CONNE, com Clemilson Farias, Marcus Ligocki, Pedro Novaes e Cibele Amaral  (acesse). Às 14h é a vez do painel O olhar feminino: estéticas, distopias e hibridações no cinema brasileiro feito por mulheres com Luiza Lusvarghi, Lilian Solá Santiago, Karla Bessa e Edileuza Penha (acesse).


Cibele Amaral

Saiba como acompanhar a programação

>>> Todos os estão filmes disponíveis na InnSaei.TV (longas das mostra competitiva também no Canal Brasil)

>>> Debates, Ambiente de Mercado, Masterclasses, Seminários e Painéis Setoriais no Zoom, sem inscrição prévia, com links de acesso na aba programação aqui do site.

>>> Programe-se com antecedência e ative os lembretes do site do festival diretamente em sua agenda digital favorita.